Uma aventura numa festa infantil e usando uma câmera filmadora!
Quarta-feira passada, eu fiquei sabendo que a filha da chefe da minha mãe organizaria uma festa infantil para a sua filha, que completaria 3 anos, na sexta-feira. Eu não iria na festa, até a minha mãe me ligar no serviço e pedir pra mim se eu poderia filmar partes da festa usando a filmadora da chefe dela. Na hora pensei que seria uma daquelas câmeras pequenas, mesmo gravando naquelas fitas pequenas. Então aceitei a proposta (e ela iria me ensinar a usar a câmera na hora da festa).
Chegou sexta-feira (ontem) e pedi pro meu chefe me liberar mais cedo, para que eu pudesse chegar antes dos convidados (que deveriam chegar às 17h30). Cheguei lá e caí do cavalo! A câmera era do tipo grande, ou seja, aquelas câmeras de carregar no ombro, uma câmera enorme, e o filme seria gravado numa fita VHS! É mole? Eu, um usuário de tecnologia (e dono de uma câmera de 6 megapixels que também seria usada para tirar fotos da festa (e em breve devo postar algumas fotos aqui)) usando uma câmera que gravaria numa fita VHS! Voltei à idade da pedra! Mas o pior é que, além da câmera gigante, eu teria de carregar uma bolsa com a bateria da câmera dentro! E pesa! Chuto uns 5 quilos ou mais só a bateria! A câmera ficaria ligada na bateria com um fio, e eu ficaria filmando durante a festa, para, depois, a fita ser convertida para um DVD.
O desafio da filmagem foi grande. E eu aprendi rapidamente a usar a câmera (além de ter acertado o relógio da câmera, o que achei um pouco desnecessário (agora)). Ela tinha uma alça (que mais parecia um gatilho de uma arma) na frente com o botão Rec pequeno (e de cor vermelha) e dois botões em volta (um em cima e outro embaixo) que serviam de zoom. Fora que eu mais apanhava com o botão power e com a bateria (teve uma vez que a câmera não ligava e quando fui ver, era um dos fios da câmera que estava desconectado da bateria) do que com a câmera em si. O pior foi que durante o uso da câmera, depois de um tempo os meus ombros começavam a doer (e doía muito), e tinha que tirar tudo, colocar a câmera no chão (num espaço onde as pessoas não iriam andar) e descansar um pouco.
Festa vai, festa vem, muita criança dançando (e alguns adultos também!), chega a hora de todos cantarem parabéns. Fui filmando (e tava tudo escuro), e a dona da câmera me avisa que eu precisaria de uma lanterna especial (que coloca em cima da câmera). E aí ela manda a gente cantar tudo de novo! Eu quase desmontei na hora! Pelo menos consegui mastigar um pedaço do bolo (apesar de que eu tive de resolver alguns problemas técnicos e nem consegui terminar o meu prato.)
Análise final: muito interessante e uma aventura dahora, pois eu não sabia usar uma filmadora, e quando a gente via as crianças felizes e se divertindo, nós acaba ficando felizes também, e se lamentando por não ter aproveitado melhor a minha infância (que é a época onde a gente não precisava se preocupar com contas e só podíamos brincar durante todo o nosso tempo (mesmo na escola, a gente poderia ficar brincando e fazendo os deveres de casa)). Época boa não volta mais!
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