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O herói e o vilão perfeitos

Dezembro 24, 2007  
Postado em CSIB, Contos


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Mais uma vez temos os dois se degladiando. Outra batalha épica, que não vai culminar numa vitória. Nem numa derrota. Os dois sabem que o que o motivam a viver é este momento singular. Poucos minutos se desafiando, testando seus limites, testando suas habilidades. Como uma brincadeira de criança, mas com armas mortais. Espadas, pistolas, a mente. A mente é a arma mais poderosa de todas. É ela que cria o ataque. É ela que cria a defesa. É ela que movimenta as ações corporais. Sem ela, de que adianta ter este momento?

Temos o herói perfeito e o vilão perfeitos. Aqueles que irão sempre se degladiar quando se encontrarem. O vilão sempre irá fugir e sempre irá importunar, já que a missão do herói é derrotar o vilão. É sempre assim. Mas o herói sabe que a sua vida deixará de ter sentido quando o vilão perecer. Já o vilão, talvez, mas ele deverá procurar outro para escolher um novo herói. O que pode não acontecer, já que aquele que o desafiou de verdade não estará mais entre nós.

Aí o vilão tem aquele dilema: vale a pena matá-lo? Vale a pena acabar com a diversão? Muitas vezes não, mas ele tem a oportunidade. Para o herói, é a mesma coisa.

Nem sempre o certo e o errado entram nessa disputa. Não existe bem e mal. Tanto o herói e o vilão sabem que estão certos, e sabem que estão errados, já que é uma guerra pessoal. Guerra pela guerra. Uma guerra que as suas vítimas serão todos que os rodeiam. O herói, para atingir o vilão, poderá usar do artifício da família para vencer. Já o vilão também, mas com métodos sujos.

Mas estes são diferentes. Eles não usam métodos sujos. Eles não se atacam pelas costas. Igual na frase do herói:

- Eu deixo a todos a opção de se defenderem na hora que decido matá-los. E só o faço por que eles tem culpa.

Ele deixa ao vilão a opção de se defender. E o vilão faz o mesmo, transformando num vilão que não é odiado pelo herói, mas sim admirado, por pensar o mesmo. Uma admiração doentia. E isso volta ao início, quando eles se enfrentam todas as vezes que se encontram. Algumas vezes só para se testarem, e outras para fins obscuros que a minha mente não é capaz de imagina nesta hora.

O único meio da guerra ter fim é se os dois perecerem no campo de batalha. E isso é o destino deles, já que um não pode coexistir sem o outro.

Pierre, prsenciando a luta entre o herói e o vilão de CSIB.


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