Gamedev, Game Design, Games, Desenhos, Arte Digital e etc.


Lynn Alves, os jogos eletrônicos e a violência




Muito se fala na mídia sobre a violência dos jogos eletrônicos e nas possíveis influências que eles podem trazer na mente dos jogadores. A minha opinião é que um jogador consciente nunca viraria um criminoso só por causa de um jogo, fora que em épocas normais a própria imprensa exalta a violência nas grandes metrópoles, com reportagens sobre isso (e isso poderia influenciar as pessoas também). Oras, todo mundo deve ter reparado que, enquanto estava acontecendo o Pan-americano no Rio, quase não teve matérias sobre a violência no Rio de Janeiro no Jornal Nacional, e se não fosse o acidente do Airbus da Tam (frisando sobre isso, foi uma tragédia terrível e meus pêsames aos familiares das vítimas), só teria Pan no jornal.

O problema da mídia é que eles falam sem conhecer. Quando um site qualquer como o G1 fala sobre um game violento, os jornalistas esquecem que tem pesquisas e pessoas estudando isso a fundo, e que um game violento não faria a pessoa sair por aí matando gente de verdade, só se o jogador fosse uma pessoa muito perturbada mentalmente. E num jogo, não existe conseqüência na vida real, já que é apenas um jogo.

Uma das diversas pesquisas vem da Lynn Alves, uma pesquisadora e pedagoga da Bahia, que criou a tese Game over: Jogos eletrônicos e violência, que virou livro e que foi recentemente entrevistada pelo Audiogame, um dos blogs hospedados no Gamehall:

Entrevista: Lynn Alves

Na entrevista fala que, para analisar os motivos da violência de certas pessoas é necessário avaliar outros fatores, e não apenas culpar o videogame, além de que é necessário mais pesquisas na área. Fala também que é necessário a mídia olhar com outros olhos os jogos eletrônicos (e não apenas a parte violenta) e cabe aos pais escolher o que é melhor para os seus filhos. Nisso eu concordo. Eu quero ganhar o meu sustento criando games, e muitas vezes posso acabar desenvolvendo jogos com um certo grau de violência. Uma boa parcela dos jogadores estão adultos, e dificilmente jogariam um game infantil (exceto os críticos e jornalistas da área, que precisam testar estes tipos de games), preferindo games mais complexos e com temas adultos.

Quanto à tese, eu vou ler a mesma futuramente. Eu já cheguei a comentar que eu fiz um artigo para a faculdade falando das vantagens e desvantagens dos jogos eletrônicos. Vou ver se até o final do ano eu refaço o mesmo e coloco aqui para leitura. Para quem quer entender a área de games a fundo, é interessante analisar estas pesquisas e criar uma opinião própria sobre isso.


Possíveis posts relacionados


Comentários