God of War e as suas influências culturais
Vamos a primeira parte (isso mesmo, decidi dividir em duas partes!) da análise de God of War, que conseguiu ser o melhor game que já joguei em toda a minha vida (superando Splinter Cell!), apesar do mesmo ser curto e sua jogabilidade, apesar de inovadora, peca em alguns pontos. Nesta primeira parte vou falar da parte cultural envolvida no game. Na segunda, a análise técnica do game.
O maior problema que eu tenho atualmente é que a quantidade de games que eu jogo não é tão grande quanto muitos gamers por aí. Eu fiquei praticamente 4 anos (durante a minha faculdade) apenas dependendo de jogos para PC, e mesmo estes games eram raros os que eu jogava, me limitando ao primeiro Splinter Cell e aos Need For Speed Underground. Só recentemente que comecei a jogar outros games para o Playstation 2, e ainda assim não tenho tanto tempo para jogá-los.
E falar de God of War é difícil, já que são poucos os games que também me dão interesse para jogar e a legião de fãs é enorme. Quando vi que um colega meu tinha o game, pedi emprestado para ver. Ora, todo mundo fala bem do jogo e eu precisaria jogar o mesmo. Fora que o tema mitologia grega me cativa já que é a mitologia mais pop de todas as existentes. Ela consegue cativar já que é a melhor explicação divina para os fenômenos naturais, fora que deixar os deuses com pensamentos humanos e suscetível às reações mortais, como raiva, amor, ódio, que acabam cativando as pessoas.
Eu sempre gostei de mitologia grega. Também já gostei um pouco da egípcia e a nórdica. Talvez por causa da série do Hércules (aquela antiga, que passava no SBT) ou mesmo por causa dos jogos da série Tomb Raider, que me fizeram gostar não apenas de mitologia, mas de história antiga. Eu mesmo quase fiz curso superior de história para virar arqueólogo, mas optei por sistemas de informação e vi que foi a melhor decisão que tomei (na época, já que se eu soubesse que criação de games fosse possível eu teria feito outro curso).
God of War me fez voltar a ver os temas mitológicos. Acredito que a maioria dos gamers gostam de fantasiar. Gostam de ler livros ou mesmo ter contato com fantasia, para escapar do mundo real e conseguir vivenciar, mentalmente, um mundo onde a gente não poderia se preocupar com tecnologias atuais.
Mas eu gosto de tecnologias! Mas também quem gosta desse tema gostaria de viver num mundo mágico. Ora, apesar dos riscos, eu adoraria enfrentar um monstro qualquer, desferir algumas magias e conseguir ter um amor épico e viver uma vida cheia de aventuras!
O game também mostra um tema que acredito ser pertinente ao mundo atual: desafiar algo mais forte em busca de um objetivo. No game, você, mesmo com as suas limitações físicas, você decide desafiar Ares, o deus da guerra. Imortal, imponente… e com uma altura muito maior do que a sua! Kratos lembra bem o Hércules, o semi-humano que, de vez em quando, desafia alguns deuses para conseguir terminar os seus objetivos e ter uma vida quase normal.
Fora o tema superação (também citado no parágrafo acima), já que durante a sua aventura Kratos consegue superar as suas limitações com a ajuda dos deuses para terminar a sua cruzada pessoal pelas fases.
Uma coisa eu concordo com o Dori Prata. Videogame é sim uma forma de arte. God of War foi um dos games que mostram isso a cada instante. Por isso que a EGM deste mês (capa de Halo 3) classificou o game como sendo o melhor game do Playstation 2, numa lista com os 50 melhores games para o console.
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22/03/08 at 8:42 pm
[...] para o Playstation 2. Se você quiser, você também poderá ler as primeiras impressões e a minha análise cultural do [...]