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Final Fantasy VII - Advent Children

Junho 16, 2007  
Postado em 3D, Arte Digital e Tradicional, Filmes


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Hora de analisar uma das melhores animações tridimensionais já lançadas até hoje: Final Fantasy VII - Advent Children. Este filme foi parte do projeto Compilation of Final Fantasy VII, um projeto da Square-Enix que englobou os games Crisis Core (a ser lançado em setembro deste ano, para PSP), Dirge of Cerberus, Before Crysis e este filme.

A primeira tentativa de um filme de animação da produtora foi com Final Fantasy - The Spirits Within, uma animação com nível gráfico soberbo, mas a história é fraca, fugiu completamente da temática básica da série e foi um fracasso nos cinemas. A produtora tinha tentado aproveitar a marca, mas isso quase decretou a sua falência.

Voltemos ao Advent Children. A Square sempre foi mestra em criar animações tridimensionais. O primeiro game que introduziu isso foi justamente o Final Fantasy VII, um game para o Playstation, que foi um dos jogos que marcaram a indústria dos videogames, mostrando um jogo com um enredo complexo, gráficos 3D num jogo de RPG (antes a maioria dos RPGs era em 2D) e CGs (animações 3D) que mostrariam que ela é uma das melhores empresas que conseguem fazer animações com este nível. O jogo marcou. Muitos consideram que o Final Fantasy VII é o melhor Final Fantasy já criado.

Aproveitando este sucesso, a Square decidiu ressuscitar a série com novos games (como citei acima) e esta animação. E acredite: foi uma das melhores animações que eu já vi! Primeiro, a Square decidiu fazer um curta-metragem com 20 minutos de duração, mas Tetsuya Nomura, o diretor do filme, viu que seria impossível ter uma seqüência do jogo em pouco tempo. Então eles decidiram aumentar o filme e ter um longa-metragem completo.

A história do filme acontece dois anos depois do final do jogo (cuidado: a partir deste texto tem spoilers de Final Fantasy VII e da animação). Após a da queda de um meteoro (e da ação do próprio planeja para impedir esta catástrofe), o povo tenta se reerguer, mas uma misteriosa doença está atacando a população, principalmente as crianças, chamada de Geostigma. O principal herói da história, Cloud Strife, está no exílio, se culpando por não ter salvo Aeris, a sua amada (aliás, a morte dela comoveu gerações, e isso mostra que um jogo dá para fazer você chorar!), das garras de Sephiroth, um dos maiores vilões da história dos videogames.

Então um grupo liderado por Kadaj decide encontrar as células de Jenova, para executar um evento batizado, por eles, de Reunião (em Final Fantasy VII, você até encontra com eles na cidade de Nibelheim, mas nesta parte o jogo acaba deixando bem vago). E aí o filme começa de fato.

O nível gráfico do filme mostra claramente como que seria a adaptação do game Final Fantasy VII para o Playstation 3. O nível dos personagens é impressionante. Acho que só o Spirits Within que conseguiria superar este Final Fantasy em modelos humanos (não é 100% realista, mas está quase nesse nível). Eu ainda não vi nenhuma animação realista com esses detalhes, já que criar um modelo humano e tentar animar, com realismo, é dificílimo para as produtoras. No Spirits Within os artistas tiveram muito trabalho em animar os fios da personagem principal, que tinha cerca de 60 mil fios de cabelo (para mais informações, visite a análise Final Fantasy - The Spirits Within, no Yahoo, e Maya é estrela de Final Fantasy, do site Novo Milênio). Hoje, as ferramentas de animação estão bem mais avançadas, mas ainda assim algumas coisas são difíceis de fazer.

Já os combates mostram o porquê do filme ser impressionante tecnicamente. Prepare-se para ver cenas a lá Matrix, onde os personagens fazem movimentos praticamente impossíveis de se fazer na vida real (mas tem que dar um desconto, já que é um filme baseado num jogo de fantasia). Mas qualquer um fica animado ao ver as cenas, com uma qualidade incrível, onde eles usavam também a estética dos animes (saltos enormes, movimentos ultra-velozes).

O maior problema do filme é que, por ser uma continuação direta de Final Fantasy VII, o espectador acaba ficando boiando com certos detalhes do filme. No início do filme tem uma explicação básica, mas ainda assim não é tão completa. Quem jogou o game (e terminou o mesmo) vai conseguir entender melhor do que quem apenas vai ver o filme. Para mais informações, visite esta análise, do site Saindo da Matrix.

Para quem gosta de animação, vale a pena assistir, tanto para ver os efeitos técnicos quanto para ver o filme. Para os fãs, é voltar ao mundo de Final Fantasy VII, um dos melhores games já lançados até hoje.

Outras informações e referências:

Acompanhando a saga - Final Fantasy VII: Advent Children

Site Oficial

Advent Children.net

Making Of

Outras análises

Omelete

A Arca

Mais imagens:

Veja 89 cenas do filme “Final Fantasy: Advent Children”


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