Estado de ‘burrice’
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Algumas vezes as idéias podem surgir de qualquer lugar. E como comecei a ver que tenho potencial criativo pra gamedev, tem horas que a idéia simplesmente vem na mente, do nada, e aproveito para canalizar a mesma e tentar anotar mentalmente. Outras vezes surge idéia de um post, como este, que surgiu de mais um log de MSN. A inspiração veio num momento noob, onde, de vez em quando, a gente fala escreve idiotices sem pensar. Então, numa conversa com o Romulo, mandei uma frase tosca (limada deste post), e aí a conversa mudou de assunto. Segue log (editado e com permissão de ambas as partes):
Rodrigo Flausino:
como seria um RPG com um “estado de burrice”?
Rodrigo Flausino:
ou confuso=burro ?
Rodrigo Flausino:
tipo num Final Fantasy qualquer
Romulo:
sabe o tom jam & earl???
Romulo:
lembra desse jogo?
Rodrigo Flausino:
não
Romulo:
tinha um cupido que quando acertava uma flechada neles
Romulo:
os controles endoidavam
Romulo:
pra cima ia pro lado
Romulo:
pra baixo ia pra cima
Rodrigo Flausino:
vou postar essa idéia no meu blog!
Rodrigo Flausino:
hehehehehehe
Romulo:
manda bala
Rodrigo Flausino:
pode usar este log?
Romulo:
sim…
Rodrigo Flausino:
blz
Obviamente você deve ter entendido a idéia: simplesmente trocar a função principal de cada botão, ferrando o jogador mudando a mecânica de jogo. O estado de burrice, já que Confuse apenas deixa o personagem soltar ataques aleatórios em personagens aleatórios. Aqui o desenvolvedor pode deixar o comando com o jogador, mas força ele a reaprender a jogabilidade, aumentando o nível de dificuldade.
Este tipo de estado é mais comum em games de RPG, onde é possível fugir um pouco da realidade com o sistema de magias e estados, como os estados de Berserk (Fúria) e Sleep (Sono), presentes normalmente em Final Fantasy. Em outros tipos de games isso não se torna adequado.
Ainda nos RPGs, nem todos os inimigos poderiam soltar isso. Obviamente, se fosse pensar em Final Fantasy, os Malboros (plantas carnívoras) seriam os inimigos ideais para soltar esse tipo de ataque (aliás, considero estes monstros um dos monstros comuns mais poderosos da série, já que num único ataque este filho da mãe inimigo solta vários status negativos):

Uma das variações do Malboro de Final Fantasy XII. Fonte: Final Fantasy Compendium.
Outros inimigos poderiam receber este ataque, e aí a criatividade entra em funcionamento, pensando em vários possíveis inimigos dos bestiários mentais de qualquer jogador que pense em desenvolver games. Pensei num ser bípede, lembrando um mago, que seria um inimigo raro, onde ele solta essa magia e deixa o jogador maluco, reaprendendo, na hora, a nova jogabilidade. Se o game tiver uma mecânica veloz (como o Final Fantasy XII, mas sem as barras de tempo) pode acarretar o Game Over, deixando o desafio mais interessante e arrasador!
O que acham da idéia? Viajante demais? Interessante? Ruim? Comentem
(tática obscura para conseguir comentários!)
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