Bizarrices de Splinter Cell - Chaos Theory

Logo do jogo Splinter Cell. Chaos TheoryAtualmente estou jogando o Splinter Cell - Chaos Theory (terceiro game da série), um game de espionagem em terceira pessoa. Apesar do realismo do mesmo em alguns pontos importantes, como as locações (em relação ao formato do mesmo, já que muitas das locações não existem na vida real), e os movimentos, algumas coisas deixam bastante a desejar. Tudo bem que estamos falando de um game, mas algumas coisas poderiam deixar bem realistas, o que aumentaria o nível de dificuldade do jogo.

A primeira delas é justamente o seu capacete de visão especial (que possui três opções: noturna, térmica, e uma muito bizarra que localiza câmeras e dispositivos que chamamos de armadilhas tecnológicas, como lasers que acionam alarmes. No jogo, é chamado de EMF):

O problema desse capacete (que mais parece uma tiara :P mas na verdade é um visor especial ) são as 3 luzes verdes, que ficam constantemente acesas. Quando você está jogando, e está num local pouco iluminado, você consegue, sem usar a visão noturna, ver as 3 luzes (como na imagem acima). E os oponentes não enxergam essas luzes. Isso já foi motivo de crítica por parte do Lucs (que citei no post Charges sobre games). É claro que tem outros games que, apesar do estilo tender ao realismo, deixa um pouco a desejar, como a série Tomb Raider, onde a Lara Croft carrega mais ítens que a sua mochilinha conseguiria suportar, ou mesmo no clássico Metal Gear Solid, onde o Snake carrega até uma bazuca, e você não vê ele carregando ela (mas ela existe! E quando você usa, ele acaba equipando a mesma).

Mas a segunda bizarrice de Splinter Cell é insana e inacreditável. Tudo bem que nesta versão tem uma barra que mede o barulho dos seus passos (e o inimigo escuta isso. É até normal), mas há ocasiões que você não acredita no que vê. A primeira é quando você pega um oponente (por trás :P ) e alguns oponentes tem a opção Interrogate (onde você interroga o meliante). Já interroguei um oponente numa sala onde tem outro oponente no mesmo local, e a clareza na conversa é tão impressionante (nessa parte o game dá um show em dublagem e efeitos sonoros) que o outro cara deveria escutar a sua conversa e te pegar logo em seguida!

O pior é no início da terceira missão do jogo (frase com spoilers), no Panamá, onde o início é bem similar à duas missões do primeiro game: na CIA (onde você inicia num campo aberto, similar ao quintal da frente de uma casa americana que a gente vê em filmes) e no ministério da defesa, num jardim aberto. Havia dois sujeitos conversando, e depois de alguns minutos eles começam a entrar em estado de ronda (começam a caminhar). Fui atrás de um deles e durante a minha investida, Anna Grimsdottir, uma ajudante do agente, inicia uma conversa com o Sam, em voz alta! O problema é que, como estava em processo de neutralização, eu tive de prestar atenção no jogo e não na conversa. E uma coisa os desenvolvedores do game tem que aprender: um agente não pode ficar conversando detalhes secretos perto de um oponente!

O Splinter Cell, em qualquer versão, é um jogo excelente! Disso não tenho dúvidas, mas esses deslizes detonam em parte com a realidade do jogo. Tudo bem que a gente não deve cobrar realismo em jogos eletrônicos, mas com a tecnologia que temos hoje em games (e o estilo próprio do jogo), é até difícil engolir isso. Vamos ver como que o Splinter Cell Conviction vai se sair quando for lançado. Até lá, continuarei jogando este game e o Double Agent (que iniciarei a jogar após o término do Chaos Theory)



Testando a retrocompatibilidade do Playstation 2

No dia que terminei o post sobre Final Fantasy VIII (game para o Playstation/PSOne), para a promoção do Half Life do site O Fim da Várzea, bateu a saudade do game e decidi testar o mesmo no Playstation 2, para saber se o jogo realmente funcionaria neste console.

No início, o jogo rodou perfeitamente! Assisti a excelente abertura do game, uma animação CG que mostra a luta entre Squall Leonheart (personagem principal) e Seifer, um colega de classe (a animação também mostra outras cenas do jogo). Depois comecei a jogar pra valer. O único problema foi que dava pra ver que no PS2 os gráficos são mais evidentes e não eram tão bons assim (em outras palavras, a resolução é maior e o serrilhado dos games é mostrado claramente). A minha televisão também não ajudava, já que ela é melhor do que a antiga que eu tinha (eu jogava no PSOne numa CCE de 1995, há cerca de 5 anos atrás :P E a resolução do Playstation era menor, o que escondia a deficiência gráfica). É claro que temos que levar em consideração que o game foi lançado em 1999! Comparar um jogo daquela época com um jogo atual é até covardia.

Fui jogando o game até chegar no primeiro Save Point (local específico onde você pode salvar o jogo para continuar depois) para testar se o game salvaria no Memory Card do Playstation 2. Descobri que o PS2 não salva games do PSOne no Memory card (Magic Gate). Tentei várias vezes, até trocando o card de slot, e não funcionava.

Como última alternativa, procurei na minha casa os antigos memory cards do Playstation que eu tinha. Achei dois deles, mas um já estava estragado. Já o outro funcionou perfeitamente! Consegui salvar o game.

Conclusão: o lance da retrocompatibilidade funciona mesmo (meio óbvio isso, sendo que a Sony mesmo falava que o PS2 rodaria jogos e acessórios do Playstation nele), mas constatei que não funcionava do jeito que eu achava (por exemplo, salvando os games do PSOne no Magic Gate). Pode ser que funcione em outros aparelhos, mas aqui não funcionou.

PS: eu não torço pro São Paulo :P

PS²: A imagem do jogo é do site Gamespot.

Blog oficial da Sony para o Playstation

E finalmente a divisão de games da Sony aderiu para a onda de blogs, uma onda que, até o presente momento, parece sem volta e que só tende a crescer cada vez mais. A empresa abriu um blog sobre o Playstation:

Playstation.Blog

Eu tinha visto esta notícia no UOL Jogos (Sony inaugura blog oficial do PlayStation), mas não tinha ligado muito para isto, mas hoje decidi postar algo a respeito.

Mas qual a importância disso? Eu vejo 2 itens essenciais:

1 - Fim de rumores - Hoje uma das coisas mais legais (e ao mesmo tempo é ruim) é os rumores. Um rumor é uma notícia sem comprovação que pode ser real ou não. A Fábrica da Nintendo no Brasil é um exemplo claro de um rumor, que depois foi desmentido pela empresa. E desmentir um rumor é bom e ruim: bom pois pelo menos foi apenas um boato que se esclareceu. E ruim pois muito boato seria interessante que acontecesse (como o lance da própria fábrica aqui no país). Mas os rumores são bons para gerar discussões entre as pessoas, e ver as suas opiniões (além de prever as conseqüências do que poderia acontecer).

Com este blog, a Sony poderá divulgar atualizações sobre seus projetos com rapidez e os outros sites podem usar o conteúdo para gerar mais conhecimento (e os sites brasileiros de notícias podem postar notícias com mais rapidez).

2 - Comunicação com os jogadores e outras empresas. Hoje a mídia é interessante mas ao mesmo tempo descentralizada. Existem milhares de blogs e sites na internet sobre notícias. Alguns são confiáveis, e outros não. Para as empresas, fica difícil acompanhar tudo. Tendo um canal único, fica mais fácil para as empresas e jornalistas acompanharem as novidades. Não estou achando ruim de ter muitos sites jornalísticos, mas tentar acompanhar todos eles é uma tarefa árdua, demorada e checar as informações (já que muitas delas podem ser rumores) pode inviabilizar a notícia, já que nesta área, se um site demora muito tempo para lançar uma notícia, acaba virando notícia velha. Mas se posta muito depressa, depois o site acaba perdendo também credibilidade. Para o jogador, a Sony poderá ver a opinião deles, através dos comentários.

Quer um exemplo? Veja:

Sony promete revelar títulos inéditos na E3

O UOL Jogos usou um post do blog para criar uma matéria. Eu também posso fazendo isso aqui (só falta melhorar o meu nível do idioma para traduzir). Se a maioria das empresas de games decide ter um blog similar, os meios de comunicação acompanham e depois repostam (respeitando os direitos autorais, claro!) para gerar uma matéria. Aqui no Brasil, quem tem conhecimento avançado do inglês pode repostar num blog/site e ajudar quem não tem conhecimento do idioma e/ou que não tenta acompanhar uma notícia em sites internacionais.

Update - Mas também é interessante o autor da matéria gerar algum conhecimento, e não traduzir um post do blog a esmo.



Metal Gear Solid 3: Snake Eater - Primeiras Impressões

Finalmente consegui pegar e jogar um dos melhores jogos já lançados para os videogames (e um dos games que fazem as pessoas comprarem consoles só pra jogar os games (que normalmente são exclusivos para certas plataformas)): Metal Gear Solid 3: Snake Eater!!! No dia que comprei o Playstation 2, eu tentei comprar o Metal Gear junto (mas era a versão Subsistence), mas na época, eu acabei pegando a versão japonesa do jogo. E como eu sempre tento entender o jogo (e seu enredo), eu acabei trocando de game, já que eu sempre tento usar a versão americana dos jogos. E neste Metal Gear, o vendedor me garantiu que era a versão americana (mesmo sendo a primeira versão deste Metal Gear). Então decidi comprar o game. E era a versão que eu queria!

Esta análise inicial eu vou fazer comparações com o game Metal Gear Solid (o primeiro game da série lançado para o Playstation 1 (ou PSOne). Tudo bem que teve versões anteriores para o MSX, mas o do Play 1 é o primeiro real!), já que é o único Metal Gear que já joguei (e o Metal Gear Solid 2: Son’s of Liberty eu devo pegar futuramente). E no primeiro Metal Gear, antes da tela inicial (onde você escolhe as opções iniciais de jogo) havia uma pequena (e interessante) cena de abertura (e eu até já usei esta cena em um trabalho da faculdade!). Mas no Metal Gear 3, não tem esta cena, mas depois que você inicia o jogo, a cena de abertura é simplesmente fantástica! Impressionante! Fora que, até onde joguei, todas as falas são dubladas (diferente do Final Fantasy XII, mas o Final Fantasy é um jogo enorme e colocar som consome muito espaço do DVD). Se eu falei há cerca de 1 mês que eu estava com coragem de pegar todas as falas do Final Fantasy e traduzir, eu não estava brincando! E vou fazer isso, mas usando o Metal Gear 3! Mas eu terei de gravar no vídeo cassete ou filmar usando a minha câmera digital.

Depois da cena de abertura (3 no total, sendo que eu gostei mais da primeira parte e da terceira, apesar de que as 3 são impressionantes) começou o jogo em si. E é também um reaprendizado total na jogabilidade, já que faz muito tempo que eu não jogava Metal Gear. E quem só jogava Splinter Cell e Final Fantasy XII sabe que a visão da câmera é uma das melhores (eu acho a melhor). Mas é falta de costume, e sei que depois de um tempo vou acabar me acostumando.

Basicamente a câmera é vista de cima (na verdade é similar aos Final Fantasy do Super Nintendo) e você tem alguns movimentos básicos. Você pode usar tanto o direcional analógico esquerdo ou o direcional normal (digital) para se movimentar (mas o direcional digital serve para você andar e o analógico a velocidade é alta), e usar o direcional analógico esquerdo para movimentar a câmera (mas ela só movimenta em volta do personagem). E diferente do Final Fantasy XII, você acessa os menus e opções com o botão Círculo e sair deles usando o botão X. O botão círculo também serve para o Snake atacar. Já o botão R1, serve para Snake entrar em modo de 1ª pessoa (mas só pra ver a área. Você não consegue movimentar ele com esta visão (que aliás, na cena 3 da abertura você consegue usar esta câmera durante a cena não-interativa)). E os botões L2 e R2 servem para acessar os itens dos menus. Se você equipar a faca, você pode usar ela apertando o botão Quadrado, e o botão Select serve para ativar o Codec.

Já o Codec ficou bem diferente do Metal Gear Solid. Aparece uma visão (embaçada) do Snake ao fundo e no canto superior esquerdo aparece a “outra ponta da conexão” (comunicação) que é a pessoa que está falando com o Snake. E, diferente do Metal Gear 1, não aparece os rostos se mexendo, mas ocasionalmente, aparece uma cena interativa no lugar dos rostos (similar aos vídeos de treinamento do game Splinter Cell: Double Agent).

Voltando a jogabilidade, comecei a jogar. tentei reconhecer o cenário, andar um pouco, etc, e vi que é bem difícil controlar o personagem! E durante a jogatina, fiquei escutando os comentários do meu irmão: Desenvolve! Desenvolve! Quero ver jogo! E depois ele foi dormir. Eu cheguei a jogar anteontem (14/01) lá pelas 11 e meia, e enquanto termino de digitar esta análise hoje o meu irmão pegou o game pra jogar e vi ele conseguir fazer o que eu eu nem tinha tentado: ele conseguiu catar alguns cogumelos, um sapo (e eu só cheguei a matar algumas cobras) e conseguir encontrar os primeiros oponentes humanos!

Eu joguei até chegar na árvore e pegar os equipamentos de Snake (já que durante a descida a mochila acabou ficando num galho de uma árvore). Então cheguei nela e consegui subir (depois de algumas tentativas frustradas). Para subir você pode pressionar o botão Triângulo 2 vezes e para pegar a mochila é só usar o Triângulo de novo.

E enquanto eu tava vendo meu irmão jogar, aconteceu o primeiro Game Over, e com isso aparecer a mensagem Time Paradox. E já saquei na hora o que isso significa: como estamos jogando com Big Boss (spoiler!), então se ele morre, o Solid Snake não irá nascer, e com isso nã existirá os games Metal Gear Solid 1 e o 2!

Avaliação final desta primeira impressão: Gostei! Estava dentro das minhas expectativas em relação a este game. Agora é arrumar tempo para jogar o mesmo!