Análise: Metal Gear Solid

Vamos a minha quarta análise de um game aqui no blog. Sei que muitos podem achar ruim de escrever sobre um jogo antigo que foi lançado em 1998, mas não é apenas um jogo. É O Jogo. Digamos que, se não fosse o Triple Triad de Final Fantasy VIII, Metal Gear Solid seria o melhor game do Playstation que joguei. Mas considero este game o melhor do console, já que tudo no jogo é bom, e você vai entender o porquê nesta análise.
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Análise - God of War

Vamos a análise técnica de God of War , um dos melhores games já criados para o Playstation 2. Se você quiser, você também poderá ler as primeiras impressões e a minha análise cultural do game.

Bom, como eu falei nas primeiras impressões do mesmo, é um game de ação. E a ação é num nível que é difícil de ver nos videogames. Logo de cara já te colocam no meio de um monte de inimigos e você tem que destruir para prosseguir. E aos poucos você vai sendo familiarizado com a jogabilidade e com a mecânica de jogo.

No início da aventura Kratos tem apenas as lâminas para derrotar os inimigos, mas durante a aventura você consegue mais magias e melhorar a sua arma principal, num sistema similar ao nível de experiência dos RPGS clássicos. A cada inimigo destruído, você ganha power ups (na verdade isso lembra a alma do oponente), que vão se acumulando. Você pode gastar os seus power ups e aumentar o nível de uma das magias, deixando-a mais poderosa e com isso você também ganha movimentos extras (caso opte por evoluir as lâminas de Atenas, a arma principal do jogo).

De todas as magias eu gostava mais da de Poseidon (rei dos mares), que gera um campo magnético cheio de raios que consegue acertar praticamente todos os inimigos num raio de distância. Mas depois que vi a de Hades (surgem almas do inferno que te acompanham e vão atrás dos inimigos, destruindo-os), vi que era a mais poderosa. Mas a maior parte da aventura eu usei mais a de Poseidon.

A jogabilidade é única, mas é difícil. Tirando a parte normal do game (onde seu dedo quase é destruído de tanto apertar os botões de ataque…mas isso vai depender do seu estilo de jogar), em alguns momentos você entra num evento interativo de ataque. Você precisa apertar alguns botões que aparecem na tela, numa seqüência lógica. Isso deixa o jogo cinematográfico, mas se você erra, tem que começar tudo de novo. O problema é que em algumas ocasiões os movimentos são difíceis de serem executados (pelo menos para mim).

Graficamente, o game impressiona, mesmo sendo um game mais antigo. Alguns cenários são fantásticos, como a primeira fase, do navio, onde num determinado momento você consegue ter uma visão panorâmica do local.

O nível de dificuldade do game é incrível! Se você for jogador casual e não gostar de ver muitos game overs, este jogo não é para você. Eu devo ter levado, sem brincadeira, mais de 100 game overs no jogo. E tudo por causa de um dos inimigos: a Medusa.

Se você já conhece mitologia sabe que a Medusa consegue petrificar os seres que olham para os olhos dela. E durante a aventura, como eu sou um jogador noob, eu não desviava direito delas e na maior parte das vezes eu era petrificado. E se você não reagir, elas quebram você em vários pedaços! Só que na maior partes das vezes aparecem várias delas no campo de batalha.

E parece que os designers sabiam que o game é difícil, e se você morresse várias vezes seguidas, o game pergunta se você não quer alterar para o modo easy (apenas durante os combates). Uma vez eu mudei, e me arrependi, já que, depois que você altera, não tem jeito de você voltar ao modo original (normal, no meu caso). Aí o jeito é reiniciar o zeramento (jogar novamente deste o começo).

Outra vantagem do game é a veriedade de fases e de desafios, e isso deixa o game mais interessante (diferente do Splinter Cell, que acaba ficando na mesmice do estilo do jogo).

Já a parte sonora é um show à parte com as músicas orquestradas e que consegue aumentar a diversão do jogador, mas o problema é que as mesmas acabam se repetindo durante o jogo.

O maior defeito do jogo é não ter legendas. O Fábio Bracht já reclamou sobre isso, e concordo com ele: se tivesse legendas (ou mesmo a opção de mostrar ou não as legendas, como em Metal Gear Solid) a história seria mais fácil de entender e a imersão seria bem maior.

Por fim, é um game recomendadíssimo. Como falei na primeira parte desta análise, foi o melhor game que joguei. E como eu consegui a continuação, em breve vou postar as primeiras impressões de God of War 2.

God of War e as suas influências culturais

Vamos a primeira parte (isso mesmo, decidi dividir em duas partes!) da análise de God of War, que conseguiu ser o melhor game que já joguei em toda a minha vida (superando Splinter Cell!), apesar do mesmo ser curto e sua jogabilidade, apesar de inovadora, peca em alguns pontos. Nesta primeira parte vou falar da parte cultural envolvida no game. Na segunda, a análise técnica do game.

O maior problema que eu tenho atualmente é que a quantidade de games que eu jogo não é tão grande quanto muitos gamers por aí. Eu fiquei praticamente 4 anos (durante a minha faculdade) apenas dependendo de jogos para PC, e mesmo estes games eram raros os que eu jogava, me limitando ao primeiro Splinter Cell e aos Need For Speed Underground. Só recentemente que comecei a jogar outros games para o Playstation 2, e ainda assim não tenho tanto tempo para jogá-los.

E falar de God of War é difícil, já que são poucos os games que também me dão interesse para jogar e a legião de fãs é enorme. Quando vi que um colega meu tinha o game, pedi emprestado para ver. Ora, todo mundo fala bem do jogo e eu precisaria jogar o mesmo. Fora que o tema mitologia grega me cativa já que é a mitologia mais pop de todas as existentes. Ela consegue cativar já que é a melhor explicação divina para os fenômenos naturais, fora que deixar os deuses com pensamentos humanos e suscetível às reações mortais, como raiva, amor, ódio, que acabam cativando as pessoas.

Eu sempre gostei de mitologia grega. Também já gostei um pouco da egípcia e a nórdica. Talvez por causa da série do Hércules (aquela antiga, que passava no SBT) ou mesmo por causa dos jogos da série Tomb Raider, que me fizeram gostar não apenas de mitologia, mas de história antiga. Eu mesmo quase fiz curso superior de história para virar arqueólogo, mas optei por sistemas de informação e vi que foi a melhor decisão que tomei (na época, já que se eu soubesse que criação de games fosse possível eu teria feito outro curso).

God of War me fez voltar a ver os temas mitológicos. Acredito que a maioria dos gamers gostam de fantasiar. Gostam de ler livros ou mesmo ter contato com fantasia, para escapar do mundo real e conseguir vivenciar, mentalmente, um mundo onde a gente não poderia se preocupar com tecnologias atuais.

Mas eu gosto de tecnologias! Mas também quem gosta desse tema gostaria de viver num mundo mágico. Ora, apesar dos riscos, eu adoraria enfrentar um monstro qualquer, desferir algumas magias e conseguir ter um amor épico e viver uma vida cheia de aventuras!

O game também mostra um tema que acredito ser pertinente ao mundo atual: desafiar algo mais forte em busca de um objetivo. No game, você, mesmo com as suas limitações físicas, você decide desafiar Ares, o deus da guerra. Imortal, imponente… e com uma altura muito maior do que a sua! Kratos lembra bem o Hércules, o semi-humano que, de vez em quando, desafia alguns deuses para conseguir terminar os seus objetivos e ter uma vida quase normal.

Fora o tema superação (também citado no parágrafo acima), já que durante a sua aventura Kratos consegue superar as suas limitações com a ajuda dos deuses para terminar a sua cruzada pessoal pelas fases.

Uma coisa eu concordo com o Dori Prata. Videogame é sim uma forma de arte. God of War foi um dos games que mostram isso a cada instante. Por isso que a EGM deste mês (capa de Halo 3) classificou o game como sendo o melhor game do Playstation 2, numa lista com os 50 melhores games para o console.



Splinter Cell

O que você lerá neste post é uma análise diferente de uma análise comum em revistas e sites. Eu não vou me limitar a falar apenas de gráficos, jogabilidade, diversão, enredo (itens que tem em uma resenha/análise de um game). Vai ser algo maior do que isso. Vou postar sobre o jogo que mais marcou em toda a minha vida pessoal. Nenhum jogo, de qualquer plataforma, teve tanta influência no meu modo de pensar quanto esse. Pode-se dizer que o jogo que citarei aqui é, até o fechamento deste post, o melhor game que já joguei em toda a minha vida. Mas isso você já sabia, já que você pode ter lido o meu Top 10, mas se não leu, recomendo a leitura!

O jogo em questão (é claro que postei o nome do jogo no título) é Splinter Cell. Tom Clancy’s Splinter Cell. É um jogo de espionagem em terceira pessoa. Pode-se dizer que o Splinter Cell me fez querer, de fato, tentar a vida como desenvolvedor de jogos (isso quando eu descobri que poderia ganhar dinheiro nesta área). E este game foi o game que eu entrei, de cara, na geração dos gráficos de ponta e games hype (games que são muito comentados pelos jogadores). Pode-se dizer que a maior base do projeto CSIB foi (e continuará sendo) este jogo. Tudo bem que eu já joguei muitos outros jogos marcantes (como o Final Fantasy VIII, a série Tomb Raider, Metal Gear Solid, Final Fantasy VII, e outros), mas este foi o maior de todos.

Este é o segundo post onde fracionei o texto em páginas, por causa do tamanho do texto. Espero que aproveite a leitura!

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