A esfera Cristalina, o oceano subterrâneo e a serpente marinha

Um homem chega agonizando na taverna da cidade litorânea de Lilith, uma das maiores cidades do plano de Enúria. Ele estava num dos locais mais misteriosos e perigosos do plano: A Esfera Cristalina. Uma esfera de cristal que, segundo relatos do cara, fica dentro de Reux, uma cadeia de montanhas que ninguém consegue trespassar por terra ou ar, por causa dos perigos do local. Para ir ao outro lado, somente contornando a enorme cadeia de montanhas, o que pode levar meses se ir andando.

Ele continuou: fomos para Reux (de dangereux - perigoso em francês) atrás de um felino raro que estava sendo oferecido como recompensa, e entramos numa caverna muito comprida. Tínhamos mantimentos para 1 mês de exploração, mas parecia que o caminho não tinha fim. Depois de 4 dias caminhando a esmo em linha reta chegamos a uma área que não consigo descrever. Um elfo, que estava com nós, nos disse que tínhamos chegado ao Plasma Envin, o Oceano Subterrâneo do continente de Elvin.

Ficamos vários minutos apreciando aquela visão espetacular, até percebermos que existia um ponto luminoso brilhante no meio do mar. O mesmo cara tinha dito que era a Esfera Cristalina. Um lugar de onde ninguém volta vivo. Um país inteiro protegido por uma redoma de cristal e com criaturas poderosíssimas e que apenas quem tivesse realmente coragem conseguiria andar por ali.

Foi aí que escutamos um barulho ensurdecedor vindo do oceano, até vermos uma enorme serpente marinha saindo de lá, olhando para a gente. Eu fui o primeiro a correr, mas era tarde: ela foi na minha direção e arremessou sua cabeça na minha barriga, me arremessando longe. Apaguei e quando acordei vi quase todos os meus amigos mortos, exceto o elfo, que tinha sumido.

Conjurei uma espada e fui embora, já prevendo possíveis perigos do meu caminho de volta. No caminho para fora da caverna, me deparei com muitos lobos negros (variação dos lobos sombrios da Floresta das Sombras), o que me fez perder tempo e acabei me ferindo gravemente com isso. Consegui chegar até aqui, mas temo por qualquer um que queira se aventurar por aqueles lados.

*Agradeço ao Dauto pela idéia do nome do oceano!



A criação de Enúria

Enúria é um dos vários planos de Sphere, um universo de fantasia com contrastes medievais e futuristas. A sua criação foi marcada por guerras territoriais entre os seres mais poderosos. Eles se guerrearam para definirem os locais onde eles poderiam se situar para terem suas próprias leis e terem locais onde eles poderiam se reproduzir e viver em paz.

Alguns locais acabaram sendo definidos pelo derramamento de sangue, como a Floresta das Sombras, a Planície Nevada e as duas Regiões da Distorção Temporal, onde Geburd e Nice definiram os seus locais. Também durante esta época foram definidos como seriam as divisões territoriais e marítimas.

Neste momento, as entidades de Sphere definiram as regras deste plano e removeram muitos poderes dos deuses, para que eles pudessem se equiparar e não conseguirem se destruir um ao outro com os poderes normais, cabendo aos deuses usarem seus próprios recursos e evoluírem naturalmente, não podendo mais se guerrearem pessoalmente em guerras. Assim começou o plano e a estória deste plano.

O que está acima é o primeiro esboço do universo de Enúria, que virará um projeto de um mundo de fantasia. Eu já comentei sobre ele no Life Sphere e nos posts El-Gator (o primeiro monstro) e no design Tempus Cathedralis, um dos locais do jogo. Também penso em desenvolver uma estória, sem me preocupar com game design (como se fosse um livro).

Já o Life Sphere estou pensando seriamente em fazer o game, em 2D, usando o RPG Maker como suporte para criação dos cenários. Antes de mais nada tenho de resolver tudo que ainda falta para fazer nos blogs para pegar um projeto de design e seguir, pra valer, para desenvolver um game design completo de um game.

Nannda - Harpista

Vamos ao meu primeiro character design, depois de muito tempo sem conseguir ter tempo de criar um decente. O deste veio num momento de sono ontem quando eu estava no PC de noite, e aí consegui montar um personagem completo. Só não terá atributos físicos numéricos (Força, Defesa, etc) já que terei de adaptar a personagem de acordo com futuros sistemas de regras de RPGs, que será um texto que vou criar futuramente. Acredito também que as leitoras deste blog podem acabar gostando mais, já que é uma personagem feminina. Vamos lá!

Nannda - Uma harpista

Desde pequena, Nannda é uma humana que sempre gostou de música. Ela ia escondida nos bares e reuniões apenas para ver as cantorias que ocorriam lá, e com isso seu cérebro acabou ganhando o talento da música. Num dia desses, seu pai a presenciou vendo uma festa e ela, para escapar de um castigo, explicou que gostava muito de música e mesmo que ele a coloque de castigo, ela continuaria vendo as reuniões, mesmo arriscando sua vida. Ela então pediu um instrumento para seu pai.

Ao ver a determinação da menina, seu pai decide ver se ele conseguiria um instrumento musical, mas ao visitar a vila medieval o único instrumento que ele conseguiria comprar era uma harpa velhíssima que estava sendo vendida por um mercador. Ele a compra e vê a felicidade da menina por ter um instrumento que ela poderia brincar. Seus pais não sabiam, mas a harpa tinha propriedades mágicas poderosas, sendo que a harpa conseguiu escolher a menina como sua legítima dona e ela, ao tocar pela primeira vez, acaba deixando os pais hipnotizados e eles desmaiam. Ela, com medo, sai correndo e decide jogar a mesma fora, mas repensa quando escuta uma conversa entre dois elfos:

-Dizem que alguns instrumentos musicais conseguem executar ações impressionantes nas pessoas.
-Quais por exemplo?
-Flautas, harpas, e outros. O problema é isso cair nas mãos erradas e seu dono tentar executar ações maléficas com elas.
-Mas alguns instrumentos escolhem os donos!
-Sim, mas nunca vi nenhum deles.

Ela então percebe que está diante de um, e com a aparência desgastada, ela vê que não é uma simples harpa. Mas ela queria tocar e não poderia usar ela temendo a mesma reação que ocorreu com os seus pais. Então a sorte acabou ajudando ela, ao caminhar solitária pela cidade, vendo um carinha colar um cartaz de um concurso de música ocorrendo numa vila próxima. Ela decide conversar com ele:

-Neste concurso tem de pagar pra participar? E tem de ter instrumentos próprios?
-Não. Pode fazer sem pagar, mas terá uma pré-seleção, e você deverá usar instrumentos da própria organização, já que tem muitos instrumentos que podem ser perigosos quando usá-los.
-Onde faço a inscrição então?
-Você terá de pedir pros seus pais fazerem ela.
-Obrigada!

Ela então consegue entrar no concurso, ganha e com isso acaba ganhando outra harpa, mas sem poderes. Ela decide então esconder a velha harpa, com medo. Mas todos os dias ela saía na calada da noite para tocar com a sua velha harpa, e ela consegue a atenção dos animais em volta, que param para presenciar a belíssima música. Ela sempre tentava repetir as melodias com a harpa comum, mas nunca conseguia.

Os anos foram passando e ela começa a dar aulas e a estudar as propriedades mágicas dos instrumentos, e ela começa a aprender a domar a harpa, que parecia ter vontade própria. Ela começa a descobrir que poderia manipular outros tipos de seres, mesmo mais poderosos, além de conseguir criar magia com a música. Ela também consegue fazer a harpa funcionar mesmo sem precisar tocar nas suas cordas, mas os poderes diminuem.

Além das harpas, ela começa a estudar outros instrumentos, e consegue resultados impressionantes com eles. Ela então descobre, numa biblioteca antiga, que ela se tornou uma manipuladora de instrumentos, e decide focar a sua vida nisso, mas ela queria mais. Queria ajudar as pessoas e combater seres maléficos com as suas habilidades, mas para isso ela teria de abdicar de sua família e de sua vila para seguir pelo mundo, além de arriscar a própria vida. Ela decide pensar melhor sobre o assunto, até que um dia uma mulher tão poderosa quanto ela entra em sua vila para uma apresentação, e ela não tem boas intenções…

Aparência física

Ela é magra, usa um vestido vermelho (até os joelhos), tem pouca força física, tem 1,65 metros de altura, e como falei antes, ela é humana, que conseguiu aprender a manipular instrumentos (mais detalhes no capítulo A classe). Ela tem cabelos curtos, chegando até o começo das costas, similar às personagens Lulu (Final Fantasy X), Ada Wong (série Resident Evil) e a Asuka Kazama, de Tekken 5:

Lulu, de Final Fantasy X. Imagem editada de um wallpaper. Fonte: Final Fantasy Shrine.

Ada Wong, de Resident Evil 4. Imagem editada de uma artwork. Fonte: Capcom Central.

Asuka Kazama, de Tekken 5. Imagem editada de um wallpaper. Fonte: Best Game Wallpapers.

Sua personalidade é forte, e séria, além dela falar muito pouco com outras pessoas.



Life Sphere - A primeira tentativa de um game

Quando descobri que eu podia ganhar dinheiro com gamedev, a primeira coisa que pensei foi desenvolver um game em Pascal. Hoje acredito que a linguagem não seja ideal para criar um game, mesmo que ele seja simples e em 2D. Uma das alternativas que cogitei foi o RPG Maker, um dos softwares mais conhecidos do mundo indie, e um dos mais limitados. Baixei o XP e depois peguei o 2003, que foi o software que tentei criar o primeiro game real da minha vida. Muito antes de cogitar o CSIB e muito antes de entrar na UniDev e ficar por lá. O projeto, pelo que você leu no título, se chamava Life Sphere, e segue o esboço, na íntegra e sem alterações estruturais, que postei na UniDev alguns anos atrás:

Jack Bester é um adolescente levado e sempre se metia em encrencas na pacata cidade de Landos, um povoado no continente de Enúria. Ele tem uma irmãzinha chamada Andressa, que é muito boazinha e ingênua.

Certo dia, Jack acorda depois de ter um sonho muito estranho, onde ele presenciava uma fuga de uma noiva, bem antes do casamento ser consumado. Jack, a princípio, não entende o sonho. Afinal, sonho é sonho!

No mesmo dia, Jack descobre por acaso uma passagem secreta numa igreja. A passagem termina numa masmorra (uma dungeon). Ele então chama seu fiel amigo Zack, companheiro de aventuras e estripulias, e os dois decidem explorar o novo local.

Dentro da masmorra, Jack acha um local onde há uma esfera brilhante, em cima de um altar. Ao se aproximarem, um homem surge do nada e rouba a esfera, deixando um monstro para Jack lutar.

Durante o embate, um dos padres da igreja descobre que a masmorra fora violada e chama ajuda. O prefeito e o padre vão até a masmorra tentar pegar quem que violou o local.

Jack e Zack derrotam o monstro, e no momento da destruição do mesmo, o padre chega com a “cavalaria”. O padre então acusa Jack de ter roubado e violado a pedra. Jack conta a história, mas ninguém acredita. Um dos guardas revista Jack e Zack, e não encontram nada. Zack, sentindo que pode ser punido, se volta contra Jack e o acusa de ter persuadido ele a vir. E diz que só acompanhava Jack por medo. Zack tinha medo de ser agredido por Jack… O padre acredita em Zack. O prefeito, já cansado das estripulias de Jack, o expulsa da cidade.

Os pais de Jack ficam tristes, e Jack fica triste por causa de Zack, que foi falso o tempo todo para Jack. Os pais de Jack então dão dinheiro e suprimentos para Jack, e começam a perceber que estava na hora de Jack começar a caminhar com as próprias pernas. Jack então decide se fixar na Cidade do Leste, uma cidade que fica no litoral leste de Enúria,e procurar lá um emprego e um local para morar.

Na noite antes do dia da partida de Jack, ele passeia pela cidade e encontra um misterioso homem, que conta a lenda das Life Spheres. As Life Spheres são esferas com altíssimo poder mágico e que podem conter conhecimentos além da imaginação. Jack fica fascinado com a história, e vai embora descansar. Depois ele não dá muita bola pelas tais esferas.

No dia seguinte, Jack decide seguir viagem, e para chegar na Cidade do Leste, ele deve passar pela Estrada da Via Segura, uma estrada controlada pelo governador e que tem que pagar pedágio para usar ela. Seus pais compram uma passagem pela estrada, e Jack decide seguir viagem. Ele se despede dos pais e vai embora. No caminho, é assaltado por ladrões mais poderosos que ele, e ele perde a passagem. A única alternativa de Jack é a Caverna Flamejante. Um lugar perigoso e com um monstro milenar em seu interior. O Deus do Fogo!

Hoje, se eu fosse redesenvolver o projeto, mesmo em 2D, não usaria o RPG Maker. Na época eu achei um pouco limitado, e não sei como está a nova versão do mesmo, mas não irei baixá-la por enquanto. Hoje sou um programador experiente, e vou desenvolver meus games numa linguagem de verdade, e não num software desse tipo. Nada contra quem usa, mas quem usa C++, Java ou outras linguagens mais poderosas, fica mais fácil e tem mais flexibilidade, além da re-usabilidade de código e da possível escalabilidade (arte de aumentar seu game sem precisar reescrever códigos antigos) do seu game. Obviamente eu criaria o game design primeiro, já que com o jogo planejado o desenvolvimento teria um fluxo maior.

Quanto à história em si, eu vou aproveitar parte do Life Sphere para desenvolver o meu futuro sistema de RPG (que to pensando seriamente em transformar num game design de um MMORPG ou de vários games curtos, dentro do mesmo universo. Mas estou estudando isso ainda). No projeto, eu tinha chamado o continente inicial de Enúria. Não me pergunte o motivo de eu ter batizado assim, pois eu não lembro, mas um dos mundos do sistema que posso criar se chamará Enúria. Já o cara que ataca o Jack eu decidi transformar num manipulador de espécies (e por isso me veio aquela idéia e postei ela antes deste post).

Já as referências, isso está bem explícito: Final Fantasy. Principalmente as versões VIII e IX, onde tem uma caverna de fogo no VIII e no IX uma de gelo. O Deus do Fogo seria algo parecido com o Ifrit:

Ifrit (Artwork de Final Fantasy VIII). Fonte: Final Fantasy Compendium

Obviamente hoje eu não faria desse jeito, já que estou violando os direitos autorais da Square, mas nada me impede de desenvolver um monstro de fogo ou mesmo um ser humano com poderes flamejantes.

Nesse game eu consegui desenvolver praticamente o mapa inteiro do continente e algumas locações no RPG Maker! Sim, segue screenshots do projeto, o único projeto de gamedev que consegui fazer algo mais do que apenas esboços e idéias:

Desenvolvimento

Jogo

De qualquer jeito, se eu decidir voltar a este projeto, estou pensando em usar um sistema de capítulos, e assim dá para ir desenvolvendo aos poucos. De qualquer jeito o nome Enúria será re-criado e vou começar com o meu bestiário pessoal, onde postarei com regularidade uma série de monstros que posso usar em meus projetos de jogos de RPG.