Ameaças, conspirações e um encontro

Este texto é continuação direta de Início de um interrogatório. Leia o outro antes de continuar a lendo este.

Ele então se levanta e vai na direção a ela:

- Seguinte: você ajudaria o seu marido se estivesse lá fora?
- Com certeza! - disse Rachel.
- E se eu a matasse? Sabe que aqui no país terroristas estão sendo condenados à morte!
- Sei disso, mas nem eu e nem meu marido somos terroristas.
- Não é verdade.
- Se você fizer isso, ele irá atrás de você!
- É isso que eu quero. Mas também ele não tem capacidade para me matar.
- Eu duvido!
- Ele também não vai saber me achar!
- Vai acreditando nisso que ele vai te encontrar…
- Acha que ele vai invadir este lugar e te resgatar?
- Creio que não.
- Porquê?
- Porquê estou segura aqui. Lá fora sou um alvo em potencial da conspiração que ferrou com ele.
- Conspiração? Corta essa, Rachel, você acha que teve uma conspiração? Aliás, nem sabemos o motivo dele ter feito isso!
- A gente estava investigando uma possível organização terrorista que teria gente do governo dentro dela. Pessoas importantes. Estávamos quase lá, mas aí aconteceu esse incidente! É claro que eles armaram isso para ganhar tempo e para ferrar com ele. Agora ele não poderá continuar as investigações!
- Disso eu já sabia.
- Claro, deve ter lido o que ele fez nos últimos dias… aliás, dá para ver na cara que você não leu! Não daria tempo, fora que sei que ele andou ocupado.
- É! E sabe o que ele fez? Ele invadiu a softhouse que criou o sistema de acesso para o CSIB. Conseguiu um sistema de login para ele acessar as informações que ele copiou daqui antes de fugir…
- E conseguiu escapar!
- Porquê ele fez isso? - perguntou Isaack.
- Não tenho a menor idéia. Se o que ele carrega for essencial para ele provar a sua inocência, ele fará de tudo!
- Inclusive matar pessoas inocentes!
- Ele não matará pessoas inocentes. Ele é bom!
- Se eu quisesse ajudá-lo a provar a sua inocência, você me ajudaria a chegar até ele?
- Não, pois sabemos que você não fará isso.
- Posso assinar um documento…
- Já tenho experiência suficiente para saber que um documento assinado também não serve para nada! Você estará apenas encenando, e mesmo se tivesse valor legal, vocês iriam fazer isso apenas para se dar bem. Vocês estão na estaca zero, pois se tivessem algum resultado, não estaria aqui conversando comigo.
- Você pode estar mentindo!
- Tem um detector de mentiras poderoso que está analisando a minha voz e está analisando meu cérebro. Se eu menti alguma vez, ajudo vocês a capturar o meu marido!
- Você ajudou a melhorar o aparelho. Deve saber enganar a máquina!
- Eu não faria isso. Nunca deixaria brechas, já que eu fiz isso pro bem desta agência! E nunca preveria que eu fosse para o outro lado. Que virasse uma pessoa investigada.
- Você será levada para uma cela na ala de prisão do edifício. Se quiser ainda colaborar, peça para falar comigo, mas você terá apenas uma chance. Me chamar apenas para sacanear ou para perder o meu tempo vai ser a sua sentença de morte.
- OK. Mas só quero dizer uma coisa antes de você sair!
- Diga!
- Um dos seus comparsas está na tal da conspiração!
- Isto é impossível! Escolhi meus subordinados a dedo!

Ele decide sair da sala e no corredor, entra numa outra sala, onde estava dois agentes e uma das paredes estava uma parede de vidro, mostrando a cela onde esta Rachel.

- E aí!
- Ela não mentiu nenhuma vez! - disse um deles.
- Impossível! Valdir, você tem certeza?
- Sim.
- Poderia usar ela como isca. Tipo, fazer com que uma informação falsa chegue até ele e com isso armar uma emboscada… - disse o outro.
- Fora de cogitação. A agência anda sendo questionada pela sociedade. Eu gosto de trabalhar limpo, e vou fazê-lo.
- Bom vou indo. Quero analisar o conteúdo que ele copiou da softhouse.
- OK!

Ele então sai da sala.

- Não gosto desse cara!
- Ele é competente. Não vejo o porquê da sua desconfiança.
- Ela pode estar certa!
- Impossível! Se isso acontecesse, aí sim estamos bastante vulneráveis. E pelo que andei vendo, o CSIB foi uma agência criada com padrões máximos de segurança pessoal!
- É, mas você, eu, ele e alguns subordinados não somos daqui!
- Conheço ele há muitos anos!
- A gente não conhece bem todas as pessoas a nosso redor!
- Vou embora. Preciso dormir!
- Vai dormir aonde?
- Aluguei um apartamento mobiliado em São José dos Campos.
- E sua esposa e filhos?
- Estão em São Paulo. Melhor que ele não saiba quem são eles…

Isaack então decide ir embora e uma hora depois ele chega no apartamento. Ao entrar, ele repara que a janela estava aberta, e com isso saca sua arma, achando que tem um ladrão na sua casa, mas é rendido:

- Solte sua arma - disse uma voz, apontando a arma para sua cabeça.

Ele a obedece, mas inicia uma conversa.

- Quem diria…o marido de Rachel! O ex-agente federal e ex-diretor do CSIB, Rodrigo Flausino!

Continua…



Início de um interrogatório

Ela acorda e se vê novamente no mesmo lugar: uma sala fechada, com uma parede totalmente espelhada à sua esquerda. Num dos cantos da parede havia uma câmera, e num outro, outra cadeira e à sua frente uma porta fechada. Entre ela, uma mesa de metal, presa no chão. Ela estava acorrentada, e sabia o porquê.

A porta se abre e entra um homem nela. Loiro, olhos azuis. Se não fosse casada, ela tentaria até cantá-lo, mas decidiu testar a sua resistência, pois ela viu que ele também usava uma aliança de casamento. Mas ele percebera a jogada dela.

- Não tente me seduzir. Sabemos que você ama ele e que você é boa nisso.
- Queria testá-lo.
- Seguinte: se você colaborar, pode ser que a gente e o seu marido possam sair bem dessa. Senão…
- Não vou ajudar você. Sei que ele é inocente. Armaram pra ele…
- As provas são incontestáveis.
- Você sabe muito bem que podemos forjar provas, Isaac.

Ela lera o crachá dele. Isaac Nilton. Diretor-geral do CSIB.

- Sua mãe gostava do físico para te nomear assim.
- Não tente me enrolar só para me ter aqui por perto. Faz quanto tempo…umas 27 horas de confinamento…apenas poucos intervalos para ir ao banheiro e se alimentar…
- Até que estou sendo bem tratada aqui…
- Comparado com o que você já passou… - Ele então sai da sala e volta em poucos segundos com uma pasta. - Rachel, nacionalidade russa, e fala um português fluentemente, sem sotaque…
- Sempre tive facilidade com idiomas…
- É, vimos que você é superdotada, e mesmo com o seu sofrimento nos últimos 2 anos você ainda manteve toda a sua inteligência…
- Tive de criar fantasias em minha mente para sobreviver nas ruas frias de Moscou…
- Continuando…foi estuprada há cerca de 7 meses por um terrorista. Grigorovich…
- Não gosto de falar sobre isso.
- É o seu ponto fraco, não é? É claro que mulher nenhuma vai querer comentar sobre isso…fora que o ato foi presenciado pelo seu marido. Na época, um agente federal altamente treinado… Depois do ato - ele continuou lendo - vocês conseguiram escapar - e ele para de ler, horrorizado - de um jeito impressionante. Seu marido tem um sangue bem frio para fazer o que ele fez com o Grigorovich…até mesmo uma tortura física com medicamentos seria menos doloroso.
- Foi o preço que ele pagou pelo ato de ter me violado…
- Melhor mudar de assunto: fale-me de Hauzard!
- O que quer saber dele?
- Tudo que você sabe dele.
- Pelo que eu sei, Hauzard é um terrorista altamente treinado. Um ex-militar…que ironia, parece que os inimigos mais poderosos foram mocinhos antes…um terrorista treinado por vocês…
- É…os piores violões estiveram do lado do bem. Como o seu marido.
- Ele é inocente.
- Duvido. As provas são incontestáveis! Mas…continue falando de Harzard.
- Bom, o cara parece um maníaco pelo CSIB e foi pelo SAT. Nunca vi ele querer matar inocentes, apesar de que ele matou aquela cartomante a sangue-frio, transformando a filha do Roger numa nova terrorista, que quase conseguiu me matar…sorte que eu tinha começado o meu treinamento como agente do SAT e depois ter ido para o primeiro escalão de agentes para o CSIB.
- Isso é outro mistério. Acha que Hauzard a contatou e ficou treinando ela aos poucos?
- Com certeza! Mas, desculpe, falei uma informação errada. Ela não é filha do Roger, apesar de que foi ele que a cuidou secretamente em toda a vida dela.
- Você sabe o paradeiro do Roger. Ele entrou numa missão e sumiu!
- Não sei.
- Acha que ter marido irá entrar em contato com ele?
- Não. Ele está lá fora, tentando provar a sua inocência!
- Fale da sua relação entre seu marido e Hauzard. Acha que eles irão se encontrar?
- Possivelmente.
- Interessante…acha que eles irão juntar forçar?
- Nunca. Eles se odeiam mais do que tudo.
- Mas por um motivo importante eles podem se juntar, agora que tem um inimigo comum.
- Dificilmente. E acho que se eles se encontrarem vão se pegar numa luta épica.
- Qual é o nível técnico de Harzard?
- Você não deveria saber sobre isso?
- Quero ouvir de você!
- Meu marido e Roger diziam que ele foi o soldado mais bem treinado deste país. Um cara altamente foda. Foda de derrotar, foda de pegar, ele quase sempre escapa dos cercos que a gente fazia. Algumas vezes com fugas espetaculares.
- Como a do julgamento?
- Sim.
- Uma pergunta: porquê está contando tudo isso. Sabe que quero entender isso para pegar o seu marido…
- Tudo que estou dizendo não vai ajudar a pegá-lo.
- Claro que vai. E também quero tentar entender isso…são duas mentes altamente complexas. A do seu marido, a de Hauzard…diziam que ele também é superdotado…
- Ele continua sendo. Ele é um gênio na mente dele e em arte militar. Meu marido me disse uma vez: a gente nunca conseguia pegar o Hauzard porquê ele sabia de todos os métodos e protocolos das agências e das Forças Armadas. E com isso previa todos os movimentos.
- Seu marido também sabe, e com isso conseguiu fugir dos nossos cercos.
- Sim.

Ele então se senta na outra cadeira e começa a pensar, olhando para o chão…

Continua…

O jogo de dardos

Este texto faz parte do Conto A história de Eduardo, que faz parte de O Resgate de Jade, um dos projetos do Universo CSIB. Veja antes a primeira e a segunda parte do mesmo antes de continuar lendo este texto!

Todos os presentes se juntaram ao redor do jogo de dardos que estava pregado na parede do bar.

- Melhor de 3! Quem acertar mais pontos ganha. Qual é o seu nome?
- Temos 5 círculos. Eu sou José Brinks!
- Tem um pedaço de papel e uma caneta? - pediu Eduardo ao dono do bar - Para setar os pontos de cada faixa.
- Beleza!
- São 5 faixas: 50 pontos a primeira, 100 a segunda, 200 a terceira, 300 a quarta e 500 a do meio. Pode ser?
- OK! Vai perder mesmo!
- Vamos ver então!

Eles pegaram os dardos. Haviam 3 deles.

- Para deixar mais interessante, cara um arremessa, e não os três de uma vez. Eu começo, e depois você vai. Termina uma rodada, retiramos os dardos e recomeçamos. Fica em 3 rodadas - disse José.
- Fica mais emocionante! Quem começa?
- Ela decide - disse, apontando para a garota morena.
- Você mesmo pode começar.
-Opa! Quem escolhe quer dizer que estará torcendo para ela!

Ela não disse, mas Eduardo sacou qual é a dela: ele vai fechar o jogo, então ele terá de acertar e terá um gran finale digno de um filme!

- Comecemos! Distância de 5 metros!
- Beleza!
José então se distancia e se posiciona com o dardo.

- OOOOOOOOOOOHHHHHHHHHHHHHHH!!!
- Caray! Quinhentinho logo de cara!
- Eu disse que sou bom nisso! - disse José, convencido.

Eduardo então se posiciona e arremessa

- PQP! Também quinhentos! - disse um dos amigos de Eduardo.
- Você é bom!- disse José
- A gente não definiu um critério de desempate - lembrou Eduardo.
- Sim. Esqueci também! Que tal assim: em caso de empate, vamos a uma rodada extra. Quem tirar mais pontos ganha. Permanecendo o empate, vamos a mais uma, e mais uma…
- Pode ser. Mas assim vamos jogar a noite toda aqui!
- Aí o desgaste será grande!
- Vamos à segunda rodada!

Ricardo então tira os dardos e pensa em mover o círculo, mas…

- Nada de mover o círculo de lugar - lembrou José.
- Acha que eu iria fazer isso?
- Tenho certeza!

José se posiciona e joga novamente.

- Quatrocentos! Droga!

Os amigos de Eduardo sorriam. Ele olha para a mulher, e ela continua olhando, com olhos sonhadores.

- É a tua chance garoto! Não a desperdice! - disse José
- Você não parece aquela pessoa convencida de alguns minutos atrás.
- Vi que você é honesto e um bom desafiante. Minha vontade de ferrar com teu colega já era. Não irei mais fazer isso e nem mexer com as mulheres. Mas quero levar esta disputa até o fim!
- Garante isso?
- Sim. Dou a minha palavra!
- Peraí, então o jogo não vai mais fazer sentido? - perguntou um dos amigos de José.
- Para os motivos não, mas vocês estão gostando da disputa?
- Com certeza!
- Você não me parece ser uma pessoa má! - disse Eduardo
- Sou apenas impaciente e explosiva de vez em quanto. Além de querer sempre ferrar com os outros. Acha mesmo que eu iria tentar algo contra elas? Posso zoar com homens, mas nunca com mulheres! Sua vez!
- O jogo ganhou um ar diferente agora. Mas não quer dizer que eu vou amarelar.
- Esperemos que isso não aconteça!

Eduardo então se posiciona e arremessa.

- Não vai amarelar né? 350?
- Tive uma recaída! - justificou Eduardo
- Vamos à última rodada! O placar atual está em 900 para mim e 850 para você.

José se posiciona e arremessa.

- Não acredito! - reclamou José.
- 300 pontos. Quem está amarelando aqui agora?
- Você tem a chance de fechar o jogo. Não desperdice!
- Poderia errar de propósito e levar este jogo até o final da noite.

Eduardo se posiciona e arremessa.

- Acabou… - disse ele
- …de começar o desempate. - disse José.

Eduardo errara de propósito e empata o jogo.

- Vamos ver até quando você aguenta!

Eles então começaram o desempate. Parecia que estavam brincando um contra o outro. Algumas vezes Eduardo erra de propósito, para ir aumentando o tempo do jogo. Mas eles nunca erraram um arremesso.

- Vamos ficar aqui até que horas?

A disputa foi se prolongando e ninguém saiu de lá, acompanhando ansiosamente. Já era 10 e meia da noite.

- Senhores, o bar vai ter de ser fechado daqui a pouco por causa da Lei da cidade. Se puderem se apressar… - disse o dono.
- Vamos acabar logo com isso!
- OK

Então eles começaram a apelar e foram 12 rodadas seguidas, todos com 500 pontos em cada uma. Então, José erra e tira 400.

- Você tem novamente a chance de ganhar.
- Desta vez não vou errar!

Eduardo então se posiciona e desta vez se concentra. Ele arremessa.

- Fim! - disse

Eduardo acertara. Ganhou o jogo.

- Uma salva de palmas pro vencedor - gritou a mulher morena. Todos a acompanharam.

- Parabéns! - disse José, estendendo a mão. Eduardo a apertara - Gostaria de encontrar com você mais vezes!
- Quem sabe…
- Pode ser o início de uma amizade, mesmo em circunstâncias não muito amigáveis.
- Sim!

Eduardo olhara para Ricardo depois e viu que ele estava com uma fisionomia estranha: ódio imenso. José também percebe, mas fica quieto e sai do bar com os amigos. As outras mulheres também saem, só ficando a morena no bar. Ricardo então se aproxima de Eduardo.

- Não gostei de você ter cumprimentado ele.
- Eu também não gostei de você ter provocado o cara. Mas ganhei. - ele então se afasta e se aproxima da mulher - Posso levá-la para casa? Esta região não é muito pacífica.
- Obrigada!
- Ae garoto! - disse Gun Edge

Ele então sai com a mulher.

- Qual é o seu nome? - perguntou ele.
- Lílian!
- Um belo nome!

Destino dos personagens

Pelo que vocês viram acima, temos alguns personagens do Resgate de Jade. Eduardo se casará com Lílian, e começará a melhorar seu treinamento com missões de resgate, virando instrutor futuramente. Já Ricardo, depois de algumas semanas, pede dispensa do Exército, e Gun Edge passa num concurso para a Polícia Federal, sendo dispensado do Exército, e entrando no setor de inteligência.

Eduardo será o personagem principal do resgate de Jade, com suas habilidades ele será um agente no estilo de Sam Fisher (Splinter Cell) com conhecimentos de campo e operações arriscadas. Será a última missão dele.

Mas os caminhos de Eduardo, Ricardo e Gun Edge serão cruzados novamente no enredo do Resgate de Jade. No próximo post terá os primeiros detalhes do jogo e começarei a postar o script completo do mesmo aqui no blog.



Gun Edge e a mulher

Este texto é continuação direta de Convite ao Bar. Leia o outro texto primeiro. Uma pequena explicação: o fio quer dizer filho. É uma gíria daqui da região, que pode significar também que está se referindo à outra pessoa.

Final do dia, e depois de muito treinamento, Ricardo e Eduardo se encontram novamente para irem ao bar.

- Preparado? - perguntou Ricardo, iniciando a conversa
- Como assim preparado?
- Preparado pro seu primeiro dia de goró e cerveja!
- Você não vai conseguir me fazer beber cerveja. E nenhuma bebida alcóolica. Não adianta!
- Quem sabe…

Os dois chegam a um bar próximo e encontram outros amigos. Alguns deles estavam com roupas civis (comuns) e outros com farda.

- Olha só, é o nosso amigo Gun Edge! - disse Ricardo, cumprimentando-o.
- Não diz o meu nome aqui, fio! - disse ele
- Opa, foi mal!
- Porquê isso? - perguntou Eduardo
- O nosso amigo tem complexo de agente secreto. Que este nome é o nome de um cara que é exímio armamentista das Forças do Bem do mundo! - respondeu Ricardo, zoando com o cara. - Então ele quis esse apelido…mas só entre nós!
- Onde você viu isso de agente secreto? - perguntou Eduardo.
- Vi isso na internet - disse ele. - Dizem que o cara sabe combinar armas, que ele ajuda as agências com conhecimento de armas bélicas, etc. Queria ser um deles. Dizem que é uma organização, mas dizem que é também uma única pessoa.
- Como aquele cara do Metal Gear Solid 4…
- Quem?
- Um tal de Drebin.
- Como é que ele é.
- Negro, usa óculos, tem cabelo loiro…
- O que é Metal Gear Solid 4? - perguntou um dos amigos de Ricardo.
- Um jogo para o Playstation 3, que foi lançado algum tempo atrás. Um jogo militar. - respondeu Eduardo
- Maneiro! Mas eu num gosto muito de videogame.
- Pena. A série é uma das melhores que já joguei. Mas em Metal Gear Solid 4 eu ainda não joguei. Só ouvi falar desse Drebin porquê um amigo contou.
- E esse cara é o quê? - perguntou Gun Edge
- Pela descrição do cara, é um personagem que fornece armas pro Old Snake, o personagem principal do jogo. - respondeu Eduardo
- Old Snake?
- É o Solid Snake, mas é mais velho.
- Como assim velho? Um idoso?
- Isso. Mas o cara tem bastante energia. E luta pra caramba!
- Que nome! Solid Snake! Cobra sólida! - zombou outro amigo do Ricardo.
- UAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHUAHUAHUHA - todos riram
- É melhor a gente ir pro bar e continuar com a nossa conversa!
- Ah, e desculpe a demora! - disse Eduardo
- Sem problema! O importante é que vieram!

Todos eles entraram no bar, juntaram duas mesas e começaram a conversar. Estavam em 6.

- E aí, como é a vida no Exército? - perguntou um deles.
- Num é muito boa, mas o salário e os benefícios compensam! - disse Ricardo. - Ah, esquecemos de nos apresentar: EU sou o Ricardo, e este é o Eduardo, o careta na turma!
- Careta? Huahuahuhauhauhauha - riu Eduardo - Só porquê eu levo a sério o lance do Exército que você me acha um careta?

Neste momento entra no bar um grupo de 4 mulheres, sendo que uma delas é morena e tinha cabelos compridos.

- Nossa! Acabou de entrar uma verdadeira frota de aviões aqui! Meu Deus… - disse Ricardo, olhando para elas.

As mulheres se sentaram numa mesa um pouco distante dos militares. Logo em seguida entrou um grupo de homens, e um deles usava óculos e tinha cabelo moicano. Tinham caras de poucos amigos e eles olharam para as mulheres.

- Olá, gostosa, tudo bem! - disse ele. Elas não gostaram da frase do cara.

Eduardo, que estava absorto em seus pensamentos, olhou para as mulheres e viu que a morena o olhava. Ela sorriu, e ele ficou encabulado.

- Cara, ela tá querendo você! Vai lá e aproveita - disse Ricardo, baixinho.
- Eu? Err…
- Fio, aproveita a oportunidade! É pra isso que viemos! Não desaponte a gente!

Eles então olham para as mulheres e elas, vendo que eles observavam atentamente, começaram a rir e a cochicar umas com as outras.

- O ruim é que são só 3. Três de nós vamos ficar chupando dedo… - disse Gun Edge, com cara de choro.
- Isso se elas quiserem três de nós - disse Eduardo, seco. Ele começa a observar os outros caras do bar.
- Cara, você é gay? Ou fez voto de celibato? Nunca vi você catar uma mina! Se tu não for, tu tá ferrado com nós, meu fio - disse para ele, olhando para as mulheres. Elas também olhavam para eles.

Eduardo observou elas mais alguns segundos, e a mulher que quer o soldado cochicha no ouvido de outra. Eduardo observou atentamente.

- Tenho uma notícia ruim pra você, Ricardo! - disse, olhando para a direção oposta à que elas estavam.
- O quê?
- Ela sabe leitura labial. Então entendeu tudo que você disse!
- Como é que você sabe disso?
- Porquê eu li os lábios dela também! - continuou.
- Onde você aprendeu isso?
- Ué, você mesmo sempre dizia que os cursos extras do Exército são idiotas?
- Droga… Vou pedir alguma coisa. O que vão querer?
- O de sempre! Cerveja, claro?
- E você, mocinha? - perguntou pra Eduardo.
- Refrigerante. Se não tiver, pede um copo de água pro cara.
- Tu vai beber cerveja com nóis!
- Você escolhe: ou eu fico com vocês e bebo o que eu quiser ou eu vou embora.
- Ok, Ok… Vou lá pedir!

Enquanto ele ia na direção do balcão, Ricardo observou os outros caras e para tentar se dar bem na fita, ele zomba com o cabelo do líder:

- Ae, gente boa! Gostei do cabelo!
- Gostou! Que bom pra você! Mas acho que se você não estivesse com essa roupa de merda e estivesse com os seus amiguinhos você não teria tanta coragem!
- Acha que eu não tenho coragem? Tá bom…
- Quer resolver isso lá fora?
- Não preciso sujar as minhas mãos com babacas como vocês!

O cara se levantou rapidamente e foi na direção de Ricardo. Ele, por sua vez, ficou em posição de combate.

- O bicho pegou, pessoal - disse Gun Edge. Os miltares e os amigos do cara com cabelo moicano se levantaram. Eduardo fica entre o cara e Ricardo.
- Parou aí! Ninguém vai fazer nada aqui! - disse Eduardo, com calma.
- Se tu não sair daí, eu vou pegar você primeiro! Você não tem nada a ver com isso. Não se intrometa.
- Ele é meu amigo. Eu vou ter de me intrometer sim, mesmo ele sendo um cabeça dura e idiota!
- Sai da minha frente, seu muleque!

O cara pega uma faca do bolso e aponta para Eduardo. Ele, por sua vez, continua coma sua calma e averigua o lugar.

- Quer uma disputa? Que tal aquilo - e ele aponta para um alvo redondo e alguns dardos fincados no mesmo.
- Quer disputar aquilo? Um jogo de dardos?
- Exatamente! Eu contra você. Se você ganhar, iremos embora, e vocês ganham. Vão poder dizer pra todo mundo que conseguiram ganhar de um monte de militares mixurucas…
- E se você ganhar?
- Nunca mais você e seus amigos vão vir aqui ou mesmo zoar com alguns de nós. Também não poderão fazer nada contra elas, já que pelo que percebi vocês querem outras intenções com elas, não é?
- Correto. Você é bom cara. Bom em ler as nossas fisionomias. mas saiba que sou melhor que você!
- É o que veremos!

Continua…

Convite ao bar

- Tá afim de beber uns goró com nós?
- Você sabe que eu não bebo!
- Você é muito careta! Toma uma com nóis!
- Eu posso ir, mas não vou ingerir bebidas alcóolicas.
- Eduardo manezão! Mas tudo bem! Fique com a sua Coca-Cola! Aliás, sabia que ela desentope pia?
- Você tá de sacanagem comigo, Ricardo?
- É sério cara! - disse Ricardo.
- Que horas você quer que eu esteja lá?
- Lá pelas 8 e meia. Pode ser?
- OK, e onde que será a confraternização?
- Na lanchonete perto do quartel.
- Beleza!

Era 5 horas da manhã. Ricardo e Eduardo eram amigos de infância e decidiram entrar no exército. Estavam indo para o quartel, para passar mais duas semanas, depois de uma folga de 3 dias para visitar a família, segundo uma nova lei que regulamenta as dispensas temporárias dos recrutas.

- A gente fica pensando - disse Ricardo - Porquê a gente treina se o Brasil é um país pacífico? A gente não entra em guerras!
- Todo país tem que tem um exército - respondeu Eduardo - Nunca se sabe se os vizinhos decidem fazer algo contra nós. Fora a ajuda humanitária no Haiti, que o Brasil ajudou alguns anos atrás. Precisamos estar preparados para qualquer eventualidade!
- Mesmo assim, ainda acho uma perda de tempo.
- Se você acha que é perda de tempo, porquê ainda está no exército.
- Err….
- Não sei porquê você vive se questionando. Você reclama de tudo! Reclama da comida, reclama de estar longe dos teus amigos…
- Às vezes penso se eu fiz a escolha correta…
- De ser militar?
- Isso. Sei lá, poderia ser médico, advogado…
- Político?
- Também! Principalmente para mostrar que pode existir políticos honestos! Eu tento ser honesto com os outros!
- Bom, você é o cara mais aplicado do quartel. Apesar de você ser muito reclamão, você manja das coisas. Os tenentes gostam de você!
- Gostam de mim? Acho que eles gostam é de você, Eduardo. Você que manja pra caramba. Você é o sempre o melhor nas nossas simulações de resgates de reféns! Acho que você deveria ir pro COT, o GER ou pro Bope.

- Andei pensando nisso também…
- Chegamos!

Eles então chegam no quartel Tenente William Bernardo, próximo ao Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos. Foi construído recentemente.

- Vamos a mais um dia! - disse Ricardo.
- É isso aí!
- Boa sorte pra você! Nos vemos de noite! Quem sabe eu consigo ficar com alguma gatinha!
- Hehehehehe.
- E quem sabe eu consigo convencer você a beber!
- Sem chance!
- Até de noite!
- Falow!

Continua…

O herói e o vilão perfeitos

Mais uma vez temos os dois se degladiando. Outra batalha épica, que não vai culminar numa vitória. Nem numa derrota. Os dois sabem que o que o motivam a viver é este momento singular. Poucos minutos se desafiando, testando seus limites, testando suas habilidades. Como uma brincadeira de criança, mas com armas mortais. Espadas, pistolas, a mente. A mente é a arma mais poderosa de todas. É ela que cria o ataque. É ela que cria a defesa. É ela que movimenta as ações corporais. Sem ela, de que adianta ter este momento?

Temos o herói perfeito e o vilão perfeitos. Aqueles que irão sempre se degladiar quando se encontrarem. O vilão sempre irá fugir e sempre irá importunar, já que a missão do herói é derrotar o vilão. É sempre assim. Mas o herói sabe que a sua vida deixará de ter sentido quando o vilão perecer. Já o vilão, talvez, mas ele deverá procurar outro para escolher um novo herói. O que pode não acontecer, já que aquele que o desafiou de verdade não estará mais entre nós.

Aí o vilão tem aquele dilema: vale a pena matá-lo? Vale a pena acabar com a diversão? Muitas vezes não, mas ele tem a oportunidade. Para o herói, é a mesma coisa.

Nem sempre o certo e o errado entram nessa disputa. Não existe bem e mal. Tanto o herói e o vilão sabem que estão certos, e sabem que estão errados, já que é uma guerra pessoal. Guerra pela guerra. Uma guerra que as suas vítimas serão todos que os rodeiam. O herói, para atingir o vilão, poderá usar do artifício da família para vencer. Já o vilão também, mas com métodos sujos.

Mas estes são diferentes. Eles não usam métodos sujos. Eles não se atacam pelas costas. Igual na frase do herói:

- Eu deixo a todos a opção de se defenderem na hora que decido matá-los. E só o faço por que eles tem culpa.

Ele deixa ao vilão a opção de se defender. E o vilão faz o mesmo, transformando num vilão que não é odiado pelo herói, mas sim admirado, por pensar o mesmo. Uma admiração doentia. E isso volta ao início, quando eles se enfrentam todas as vezes que se encontram. Algumas vezes só para se testarem, e outras para fins obscuros que a minha mente não é capaz de imagina nesta hora.

O único meio da guerra ter fim é se os dois perecerem no campo de batalha. E isso é o destino deles, já que um não pode coexistir sem o outro.

Pierre, prsenciando a luta entre o herói e o vilão de CSIB.

A luta, a chuva e a fuga

Este post é a última parte do conto CSIB - Confronto entre 2 inimigos, que começa em Confronto inimente e continua em Uma conversa.

Você parte para cima de seu oponente e tenta, primeiramente, desferir um murro em seu rosto, mirando a bochecha esquerda de seu oponente. Seu inimigo facilmente desvia-se, movimentando-se lateralmente. Você então tenta dar-lhe uma cotovelada, mas ele defende e tenta chutar o seu rosto. Você desvia o movimento e se afasta, indo para o meio da rua.

Um novo trovão corta o céu e começa a cair alguns pingos de água da chuva.

Voce tenta uma nova investida, partindo para cima do seu oponente. No meio do caminho, você salta e gira no ar, num movimento perfeito de 360 graus e tenta acertar o rosto do seu oponente com o pé direito. Ele novamente desvia, e quando você aterrissa no chão, você só vê a frente da mão dele indo de encontro aos seus olhos. Numa fração de segundo e usando o seu instinto, você se joga no chão para desviar e se rola no asfalto que começa a molhar por causa da chuva.

Sem pensar duas vezes você se levanta torcendo a coluna e ficando em pé rapidamente. Ele decide partir para cima de você e tenta desferir um simples soco tentando acertar o lado esquerdo do seu rosto. Sem completar o movimento, ele tenta acertar o braço, mas você o defende.

Começa então uma sucessão de murros de seu oponente. Você começa a defender de todos eles. Algumas vezes ele tenta acertar uma das pernas e em outras ele tenta acertar a sua cabeça. Num determinado momento ele pausa os movimentos e você, instintivamente, tenta desferir um soco no rosto dele, mas ele percebe, pega o seu braço, gira e consegue encaixar o braço esquerdo embaixo do seu braço, forçando seu corpo a sair do solo.

Ele o arremessa para a frente e seus óculos saem do seu rosto, mas isso não importava com a dor que você sentiria ao se chocar com o asfalto.

Você cai lateralmente, mas não tem tempo de avaliar a dor, e você consegue se levantar rapidamente, temendo outra investida de seu oponente. A chuva começa a cair com mais intensidade, e você não consegue mais ver o seu oponente perfeitamente, por causa da sua deficiência visual e por causa dos pingos de água que caem do céu.

- Sem o óculos você não é ninguém! - disse ele
- Não preciso deles para acabar com você.
- OK!

Ao terminar a frase, você escuta um som de vidro quebrando.

- Oh, me desculpe…acho que quebrei seus óculos!

Você então decide caminhar na direção do seu oponente, calmamente.

- Você é louco? Vindo na minha direção assim? quer levar uma bifa na testa?

Ele, ao terminar a frase, tenta desferir um soco no seu rosto. Você apenas desvia. Ele tenta outros movimentos e você, agilmente, desvia de todos eles.

- Não é possível…
- Ué… você com toda a sua experiência acha que eu não saberia me desviar mesmo eu tendo a minha visão prejudicada? Achava que você era melhor do que eu em luta corporal…
- E sou melhor do que você!
- Não parece…
- Eu sou sim e PONTO FINAL!

Ele tenta outros golpes, mas você defende e, aproveitando um momento de distração, você consegue socar o rosto do seu oponente usando as costas da mão.

- Filho da mãe! - disse ele, que parte para cima de você.

Ele tenta outros movimentos, e você novamente desvia de todos eles.

- Parece que o seu nível de luta decresceu desde o nosso último encontro, é patético! - você grita para o seu oponente.

Ele fica com raiva, já que você sabia que o melhor jeito de desconcentrar o oponente é desprezando as suas habilidades. Mas ele também percebe isso:

- Já sei o que você quer… você quer tirar a minha concentração! Mas isso não vai ocorrer!

Ele parte para cima com vários golpes. Socos e chutes se alternam agilmente, mas você consegue defender-se de todos eles, e por fim, acerta um golpe no rosto do seu oponente. Sem pensar duas vezes você desfere mais 2 socos fortíssimos no rosto dele, que cai no chão.

Ele olha para você, mas a sua visão limitada não dava para distinguir se ele o olhava com raiva. Mas você sentia isso. Você decide partir pra cima novamente e ao chegar perto você se agacha, para desferir outro golpe.

- Eu não faria isso se fosse você!

Um barulho de um tiro corta o ar. Um barulho maior do que o barulho da chuva caindo ao seu redor. Você tenta achar a origem do tiro, e observa um dos capangas dele apontando uma pistola em sua direção. Você decide olhar ao redor e vê mais de 5 homens, todos eles apontando suas armas para você.

- Afaste-se de mim.
- E eu achava que colocaríamos um ponto final nesta guerra…
- Eu não estou preparado para lutar até a morte. E você também não…

Ele tinha razão. Você não queria matá-lo. Você queria continuar a sua guerra pessoal contra ele, mesmo sabendo que houve muitas vítimas e haverá outras.

- Afaste-se de mim ou eles irão te fuzilar a queima-roupa. E mesmo que você fosse muito ágil, não conseguiria fugir de todos eles!

Você se afasta, e então um novo barulho corta o local. Um barulho que você não percebia por causa da chuva e do calor da batalha. Um helicóptero.

- Vai fugir novamente, não vai… lamentável.

Ele se levanta, e do helicóptero cai uma corda que seu oponente a segura.

- Vejo você em breve - disse ele, no momento que ele é puxado para a aeronave, que parte em direção ao céu.

- Desgraçado!

Você então decide olhar em volta, e não vê mais ninguém. Todos os comparsas dele desapareceram, e só sobrou você, sozinho no local.

Uma conversa

Este texto é continuação de Confronto Inimente. Leia o outro post primeiro antes de continuar.

Você então decide se aproximar de seu inimigo. Ele continua olhando friamente para você, e com um sorriso cínico no rosto. Ao se aproximar, descobre que as outras pessoas o olhavam atravessado para você.

Ele estava vestindo uma camiseta e uma calça cinzas, além de um sobretudo também da mesma cor, que combina com a cor dos seus cabelos desarrumados. Seus olhos são azuis.

Já você estava com uma camiseta e calças pretas, que combinavam com a cor dos seus cabelos curtos. Seus olhos são pretos e usava óculos.

- São seus amigos? - você pergunta
- Sim. Algum problema? - disse o outro, desviando o olhar e olhando para o céu.
- Nenhum…
- O toque de recolher não fez bem a esta cidade.
- E que diferença isso faz?
- Toda diferença! Você conseguiu fazer isso! E eu, com tudo que eu fiz, nunca consegui ter o respeito que mereço das forças da lei.
- Você sabe muito bem porquê!
- Sim. Mas sei que você ainda me respeita. Me respeita como gente. Me respeita como inimigo! - e ele olha para você. Não tinha mais os olhos frios, mas determinados.

Ele se levanta e fica de frente para você.Durante este ato, um som de trovão ocorre no local.

- Vai chover… - você disse, baixinho.
- Temos mais um confronto inimente. Quantas vezes a gente se enfrentou, hein? - disse ele, sorrindo cinicamente.
- Bom, eu não fico contando todos os nossos confrontos!
- É. Ficaria ruim para você ficar contando as derrotas que você teve contra mim!
- Já venci você uma vez! E sei que de todos os nossos confrontos, aquele é o que mais deve te marcar.
- Você estava inspirado naquele dia. Talvez por causa daquela mulher, que estava assistindo…
- Cale a boca!
- Não gosta que eu fale dela? Tem medo de que eu possa xingá-la?
- As suas bocas imundas não vão pronunciar nada sobre ela, seu desgraçado!

E você estava com raiva. Uma raiva que você não sentira há muito tempo.

- Eu vou acabar com a tua raça hoje mesmo!
- Então que não esperemos mais!

Você fica em posição de combate, e ele faz o mesmo. Por fim você parte para cima dele. A luta se iniciara.

Continua…

Confronto inimente

Ele estava lá, sentado no banco. A praça atrás era grande, e havia poucas pessoas ao redor. Ele olhava para você com aqueles olhos. Um olhar tão frio que poderia dar arrepios para qualquer pessoa. Parecia que a luz tinha se extinguido, e sobravam somente os olhos, brilhando na escuridão.

Mas você não tinha medo daqueles olhos. Você já o enfrentara antes.

O confronto estava inimente. O ódio trespassava seus rostos. Vocês queriam matar um ao outro. mas não podiam. Era uma guerra infinita, sem vencedores nem perdedores. Vocês sabiam que, se um desaparecer, a vida do outro acaba.

Guerra de ideologias…
Guerra física…
Guerra mental…
Guerra pela guerra!

Você então começa a caminhar na direção dele. Já ele se levanta, e vira-se para você, sorrindo. Um sorriso de satisfação. Ele iria ter prazer deste momento. Um momento que parecia mágico. Ninguém para atrapalhar…

Nada mais importa para vocês.

A única coisa que importa para eles, neste momento, é lutar!