A questão da concentração no emprego e de gostar do que faz

Recentemente, tive a confirmação de um defeito meu que nunca ninguém tinha me falado com tanta clareza assim, e isso virou um texto onde falarei sobre o mercado de trabalho e alguma coisa sobre gamedev (tem outros textos planejados na minha mente. E lembrando: não sou nenhum especialista). O defeito é: eu sofro de déficit de concentração.

Na faculdade, uma das coisas que eu não conseguia fazer é prestar muita atenção na aula. Se ela está bem interessante, acabo prestando mais atenção e acabo absorvendo a informação com mais eficácia. Mas se ela é maçante, não adianta: qualquer um vai se desconcentrar.

No meu emprego é a mesma coisa: como eu não gosto mais do que eu faço (sou programador de sistemas comerciais, tipo controle e movimentação de estoque, impressão de notas fiscais, etc), eu não consigo dar o melhor de mim no trabalho. Antigamente eu achava a programação tudo de bom (e só tirava notas altas nas disciplinas), mas hoje não. Acho maçante um sistema comercial, acho maçante ficar o dia inteiro. Tenho dó dos usuários de sistemas comerciais, que ficam só na mesma tela. Devem viver estressados por não fazer algo diferente, mas também eles não precisam pensar muito.

Acho maçante ter de ficar mexendo na mesma coisa também.

Hoje vi que tenho criatividade. Gosto de criar coisas novas, e na área de desenvolvimento de jogos isso pode ser um diferencial. Fora que estou aprendendo a desenhar, e vi que tenho jeito pra coisa. Voltemos ao lance da concentração.

No meu primeiro emprego era só eu de funcionário. Meus chefes (dois sócios, e são duas das melhores pessoas que conheci) nunca ficavam na empresa, e me passavam a tarefa. Aì eu executava e entregava. Mas durante este tempo eu e qualquer pessoa acaba se desconcentrando, quando o telefone toca, ou mesmo algum cliente visita a empresa ou o carteiro/porteiro de um edifício entrega as correspondências do dia.

Estamos falando da programação, que considero hoje uma das áreas mais crueis da informática. Aqui a gente tem de resolver um problema num sistema ou mesmo criar algo que o cliente pede.

E como dependendo do sistema a situação fica mais difícil (o lance da manutenção de código), aí eu me estresso. Quem tem meu MSN sabe que eu sou muito estressado (e que não posso conversar durante o dia, por questões óbvias. Mas deixo ele aberto, por precisar do MSN). O dia inteiro mexendo com programação. Oito horas diárias. Eu preciso me desconcentrar um pouco, porquê senão posso perder uma das coisas mais importantes que tenho: a sanidade mental.

Acredite: acho que se eu não tivesse algo que me fizesse feliz (como este blog e postar no Meiobit, as revistas que eu compro, a família, amizade, etc) eu teria ficado louco. Aqui eu gosto do que eu faço, mesmo eu não tendo muito retorno financeiro.

Quando a gente faz o que gosta, a gente acaba sendo mais produtivo naquela atividade. Isso é fato! Se você não gosta, passa o dia inteiro infeliz, pensando no final do expediente (fora que o salário não ajuda). E ainda assim, nas horas vagas o tempo acelera, e no emprego que você não gosta o tempo conspira contra você. Não vejo a hora de começar a fazer o que eu realmente gosto, para conseguir ter alguma felicidade, que é privilégio para poucos.

Se for com programação, que seja de jogos ou usando uma linguagem de verdade, como Java (que gosto muito). Se não for com programação, tanto faz a área, desde que esteja numa equipe de desenvolvimento de jogos. Como gosto de criar, a possibilidade de criar coisas novas e interessantes aumenta.

Fora isso, quando eu me desconcentro, é que vem as melhores idéias. Você, que gosta de criar histórias, pode acabar escapando algumas vezes por dia da tua atividade para descansar a mente. Aí a tua mente viaja, e com isso vem aquela idéia de uma personagem sexy ou mesmo aquele chefe que pode ser interessante colocar naquela fase. Ou mesmo o esboço de um desenho, para ele trabalhar depois. É nessas horas que é bom ter papel e caneta do lado, pois assim você pode anotar e tentar trabalhar na idéia, antes que você esqueça.

Não considero isso um defeito da minha parte. Muitas pessoas tem algum defeito, e isso é comum. Mas pode se tornar um incômodo em algumas áreas onde você precisa mesmo de concentração (dirigindo, controlando uma máquina perigosa, etc), mas aí nessas áreas a pessoa pode conseguir se concentrar melhor e conseguir trabalhar. Mas numa sala com várias pessoal onde o telefone toca direto ou mesmo de vez em quando o povo conversa por vários motivos, fica difícil. Aí ligo o meu celular com MP3 e tento me concentrar, escutando a música para distrair e fazendo o que eu faço, esperando chegar a hora de ir embora, se eu não gostar do que eu faço.

E por incrível que pareça, consegui me concentrar neste texto!



Por isso não gosto do Blogger

E hoje ao acessar o blog oficial da equipe de Ico 3, descubro que o mesmo foi apagado:

Aí começam as especulações: apagado sem querer pelo Blogger? Os desenvolvedores apagaram? Algum hacker conseguiu acessar a conta dos caras e conseguiu apagar o blog? Como uma equipe séria de um game de ponta usa um serviço gratuito, sendo que poderia ter um site sério? Assim fica difícil!

O Blogger é um dos poucos serviços do Google que tem concorrentes melhores que eles. Wordpress, por exemplo. Se você quer abrir um blog, não faça isso no Blogger, e se tem um nele e é atualizado constantemente, migre pro Wordpress. Dá trabalho refazer e repostar os posts? Sim, mas é mais seguro. É claro que se você tiver dinheiro sobrando, nem abra a conta no Wordpress (na verdade abra, mas só pra ter um login): registre um domínio, baixe e instale o Wordpress (ou outro sistema de blogs, mas o WP é o melhor!) e viva feliz!

O governo não tem nada a ver com isso

Bom, ao visitar os meus blog me deparo com o post do Daniel sobre a proibição do Counter-Strike, e reproduzo abaixo um dos trechos:

Primeiro: o Procon não proíbe nada, coitado. Ele só cumpre ordens, faz as leis e/ou determinações judiciais serem cumpridas.

Segundo: Quem determinou que o tal jogo fosse proibido foi um juiz. Não foi o Procon e tãopouco o governo brasileiro.

Terceiro: Juízes não são políticos. Ninguém vota em juiz. Nenhum político indica juízes. Juízes fazem concurso. Qualquer idiota pode ser juiz, é só ser formado em direito e estudar pra caceta pra passar no concurso. Não precisa ser amigo de político.

Dessa vez o governo não tem nada a ver com o peixe, gente.Não estou defendendo o governo, apenas a verdade dos fatos. Vamos nos informar antes de sair gritando, vamos?

Então tenho de admitir o meu erro. Realmente o governo não tem nada a ver com isso. O problema é que a maioria associa a execução de leis ao governo, e por isso acabei associando que o governo fazia parte disso, o que não é verdade. Então rasurei meus textos anteriores, mas ainda assim considero a proibição absurda da parte do Sr. Juíz (que nem quero saber quem é).



Segunda leva de opiniões sobre a censura brasileira nos games

Parece que mais gente está se juntando a nós, gamers, na nossa luta contra o juíz que proibiu Counter-Strike e o Everquest das lan-houses tupiniquins:

Aproveitando, um novo blog surgiu: o Liberdade Gamer. Segue descrição copiada do About deles:

O blog LiberdadeGamer foi criado por Douglas Pereira (Blogeek.com.br) e por Gustavo (GUS) Lanzetta (Audiogame.com.br) para protestar a Ação Civil Pública No 2002.38.00.046529-6. Ela determina que vai contra o Código de Proteção Defesa do Consumidor a venda dos jogos Counter-Strike e EverQuest.

A decisão é considerada, por nós, absurda, mas além disso e muito pior ela é anti-constitucional e viola os direitos dos cidadãos como consumidores e como comerciantes.

E viva a liberdade gamer, para que nós possamos jogar o que a gente quiser onde a gente quiser, sem ter a intromissão do estado de outros, já que nós temos consciência suficiente para sabermos o que é certo e o que é errado para a gente!

Proibição de Counter-Strike e Everquest no Brasil - Ridículo!

Essa o governo se superou foi dose. E ainda bem que votei tudo nulo nas últimas eleições, já que se voto não fosse obrigatório eu não daria meu voto de confiança nesse bando de idiotas. Um juíz decidiu banir dois dos games mais conhecidos do país por incitar a violência: Counter-Strike e Everquest.

Tsc Tsc, que ridículo: achar que games podem fazer com que a gente entre para o mundo do crime. E ainda o Counter-Strike. Sr juíz, esqueceu que na internet dá pra procurar informações sobre montar bombas? Esquece que a Al-Qaeda usa a internet para as suas atividades? E quer banir um game que não incita a violência como o Everquest? Onde o sr se embasou para fazer isso? Você jogou os games? Acho que não.

Por fim, estou fazendo um game de espionagem. Onde terá um vilão brasileiro que será um terrorista, e estou montando ele de tal forma que será realmente perigoso! Onde terá corrupção de alguns governantes. Intrigas, e o escambau. E se você proibir (afinal, é um tema adulto. Gosto de espionagem mas não gosto do terrorismo, e quero mais é que o Bin Laden e esse povo SE FODA), posso muito bem hospedar o meu site na Suécia, onde está o PirateBay, e continuar com os meus projetos. Esqueceu que a proibição só gera marketing pro jogo e vontade dos jogadores querem jogar mais? Esqueceu que tem games mais violentos?

Se eu fosse juíz e gamer, eu faria de tudo para provar que Counter-Strike não faz mal (e não faz mesmo!, já que quem faz atrocidades em nome dos games tem problemas mentais!) e derrubaria essa proibição. Gamers do Brasil, vamos usar a internet como arma para mostrar a esse juíz mal-informado como que são os games aqui no país. Usem blogs, sites, fóruns e o escambau.

Temos a possível volta da censura. Mas em todo o governo lugar que censura tem sempre aqueles que resistem. Eu estarei contra a censura do governo deles em nossas vidas. Sempre. Segue outras opiniões sobre o tema:

Todo mundo contra a proibição! Claro! Por fim, a EA já divulgou uma nota relacionada, e vamos ver o que vai acontecer.

Aderindo definitivamente a campanha do Treta

Flausino-chato atacando novamente (já fiz isso uma vez)! Pelo que andei percebendo ultimamente andei vendo que tem alguns blogs sérios de games (nada de links pra não queimar os caras, mas quase mereciam um link COM nofollow) que postam notícias(e opiniões) de games e não postam a fonte. Qualé pessoal, é uma linha a mais no texto. Uma linha não custa nada pra ninguém. Além de dar mais credibilidade pelo menos você usou algo como base. Se não usou, aí você inventou, mas aí é diferente, e o texto pode ser classificado como uma opinião.

Então pessoal, USURA NÃO:

Vamos postar a fonte nos nossos textos?

RSS, Wii Brasil e um conselho

Lendo os meus feeds, surgiu um post-jabá no Continue sobre o Wii-Brasil. Obviamente fui ao site conferir o visual do mesmo e se tinha um recurso de RSS para que eu possa acessar as notícias do site via Google Reader (ou no seu leitor preferido de RSS). Hoje é mais fácil e prático acessar via RSS do que entrar no site para ver.

OK, isso todo mundo está careca de saber…

Mas aí eu, como um leitor míope (são 2 graus de deficiência visual num olho e quase 3 no outro), não vi um botão de RSS na seção de notícias:

Mas também, quem enxerga esse botão? Normalmente a primeira coisa que olho num site que decido acompanhar regularmente é a sua barra de endereços no Firefox para ver o botãozinho de RSS:

É por isso que aqui tem um botão gigante de RSS bem ao lado (que talvez devo tentar trocar de cor para combinar com as cores desse site!).

Fora isso, muitos sites bons de games, como o Eurogames, não tem RSS (ou eu não vi um link pro RSS…), e fica difícil acompanhar estes sites. Então nem acompanho eles.

Então se um dia você for fazer um site que seja abastecido com notícias toda hora, coloque um RSS. Os leitores agradecem!

Bom, se você gosta do Wii, aconselho acessar o RSS do Wii-Brasil, que parece ser um dos melhores site sobre o console do país. E se você não gosta, bom, aí não posso fazer nada!

Bom final de semana a todos (oh, o Flausino ser bem educado aqui? Isso é raro hoje em dia :P ).

Caçando hotlinks

Acho que vou mudar novamente a política de conteúdo deste blog e colocar algo como “Proibido copiar texto inteiro”. Já vi alguns locais com cópias do meu texto, e já achei alguns sites que estão fazendo hotlinks das minhas imagens. Bom, veja com seus próprios olhos:

Obviamente, eu não serei tão mau a ponto de colocar uma imagem pornográfica ou uma mensagem na imagem. Porquê? E se eu mesmo linkei uma imagem minha, mas esqueci de alterar em certo post, e aí o usuário verá algo nada a ver. Aí eu vou contra mim mesmo.

Mas fica de sobre-aviso. Se eu achar mais dessas imagens, vou alterar os links. Só que ando vendo na blogosfera gamer que tem teve blogs bons usando hotlinks de imagens (mas já arrumou). Será que é preguiça de hospedar a imagem no seu servidor? É dose viu…

Por fim, agradeço ao Romulo pela dica do Awstats no CPanel. Foi bem útil!

Um ano

Há 1 ano atrás, eu estava postando o meu primeiro texto no blog do UOL, que foi um protótipo mental e técnico do que viria a se tornar este site na qual você está lendo. Comecei a escrever depois que eu terminei a faculdade, para fazer o que eu fazia na UniDev: postar notícias diversas e comentar sobre elas. Inicialmente eu escolhi o UOL por ser assinante e por poder postar várias vezes por dia (antigamente alguns serviços de fotolog deixavam posta apenas 1 vez por dia. Achei que os sistemas de blogs tinham o mesmo esquema…).O maior problema era o template do blog, que era horrível e o blog praticamente não tinha audiência. Postava só pra mim mesmo. Só que durante este tempo comecei a gostar de blogar e com isso decidi que eu precisaria investir financeiramente. E com isso, no dia 04 de abril deste ano, o domínio que eu comprei estava ativo e instalei o Wordpress alguns dias depois, postando o primeiro texto.

Depois que abri este blog, já teve de tudo aqui. Os primeiros usuários que começaram a ler foram, além dos pará-quedistas, foram alguns usuários da UniDev, e um dos primeiros blogs que me referenciou foi o blog do Allan Brito, que tem o melhor blog sobre computação gráfica do país, com muitas dicas e tutoriais de vários softwares.

Todo início de blog é difícil. O blogueiro tem que procurar ter audiência, e isso se resume a três coisas: postar textos interessantes, divulgar o blog de forma inteligente e comentar em outros blogs, principalmente nos blogs que você se interessa em ler. E isso também se resume em comentar posts dos outros em seu blog, enviando um pingback para o outro blog (e ferramentas como o Wordpress fazem isso de forma automática).

Como falei acima, já teve de tudo aqui. Teve retratação, crítica a outros sites, posts sobre futebol, divulgação de eventos, além de falar sobre games e arte digital. Confesso que eu sou uma pessoa muito controversa e radical quanto a alguns pontos e opiniões. Confesso também que já fiz muita burrada na vida e que tento aprender (algumas vezes sem sucesso) com os erros que cometo.

Chegar até onde cheguei hoje pra mim é uma vitória. O que mais quero hoje na vida, além de casar (sim, eu quero casar com uma mulher!) é conseguir ser feliz profissionalmente, e este blog aos poucos está se tornando isso. Admito que eu sou nerd, e admito que quase todo o meu tempo livre que passei na frente do computador eu dediquei a este blog (e agora vou dedicar também ao Meiobit Games). Abro o Google Reader e começo a ler, tentando procurar algo de interessante para postar aqui e comentar sobre isso, e acabo deixando coisas mais importantes de lado para ficar por dentro da indústria de games.

E acabo ganhando frutos com isso. Tenho mais de 90 leitores fixos, e consegui ter alguma visibilidade. Alguns acham que eu quero ser guru de gamedev. Em parte eu queria ser isso mesmo: uma referência para quem está começando com desenvolvimento de jogos, mas também eu sou uma pessoa comum, suscetível a erros e viradas de humor repentinas. E tento ser o melhor que eu posso, já que desde que eu descobri sobre esta área, isso se fixou no meu cérebro de tal forma que eu não conseguiria ser feliz se eu não trabalhasse de alguma maneira no setor de games. E acredito que outros devem ter a mesma opinião que a minha.

Chegar a ter um ano de blog é difícil. Muitos desanimam, e até eu já tive dias que eu não queria postar, mas acabo postando. Um dos meus maiores desafios é ter posts todos os dias aqui, e raramente passa mais de um dia sem ter textos aqui. Alguns dias consigo postar muitas vezes, chegando a ter mais de 5 posts num único dia.

Então vou redefinir todo este blog. Como a biografia do CSIB praticamente terminou (só falta algumas considerações finais que devo postar até amanhã) eu vou começar a desenvolver o game design de um novo jogo. Um jogo curto que tenha ligação com o universo, e vou postar todo o processo de desenvolvimento aqui, já que com isso eu posso também gerar alguns artigos. Mesmo que eu tenha de postar no Meiobit Games, terei que me desdobrar para conseguir manter a freqüência de posts daqui e de lá. E com isso já tenho uma notícia ruim: os posts de games vão rarear um pouco. Tudo bem que muitos tipos de textos eu vou continuar postando aqui (como comentários de notícias nacionais de games), mas lá no Meiobit terá posts mais sérios e mais trabalhados, já que a audiência de lá é muito maior. Mas não vou deixar vocês na mão, e posts mais informais e as análises de jogos eu vou postar aqui. Porquê? Primeiro que os games que eu adquiri são piratas (infelizmente), e ainda não tenho condições de comprar games originais, por causa dos impostos (a maioria dos games custa mais de 150 reais!), e que, como afirmei antes, as análises são muito pessoais. E o Meiobit Games não pode ter este tipo de post (na minha concepção, apesar de que eu posso postar uma análise lá), já que quem lê o blog está atrás de informação atualizada com opinião.

E se eu começasse também a postar só lá, seria muita sacanagem minha, já que eu também preciso manter a minha audiência no meu blog e conseguir aumentar ela (já que a maioria que acessa o meu blog está mais interessado em games), e com isso terei dois blogs de games para postar notícias. Mas aqui eu posso ser informal e posso ser um ISTA. Aqui eu posso postar imagens dos meus games-hype quando elas saem na internet, e posso comentar sobre elas.

Fora isso, nunca escondi de ninguém que eu queria usar este site como um portfólio online. Como eu quero entrar na área de gamedev, este blog pode ser o meu currículo, e se eu conseguir criar games simples e provar que eu sou capaz disso, consigo ter mais chances de concorrer a uma vaga no mercado de trabalho (que ainda está crescendo e não é tão poderoso como nos EUA e no Japão). Eu não tenho vergonha de dizer que eu quero trabalhar com gamedev, e até a minhas mãe tinha vergonha de mim quando eu falava pras amigas dela que eu queria trabalhar com criação de joguinhos. Isso até provar pra ela que a área não é brincadeira e que dá dinheiro. mas é aquele negócio: eu to caminhando devagar.

Eu quero abrir uma empresa de criação de games!

Eu sei muito bem a realidade de uma empresa: nos primeiros anos a maioria fecha, e não quero ter o mesmo destino. Eu to caminhando devagar: primeiro com este blog e posteriormente com alguns games simples. Caso eu consiga ter rendimentos suficientes para conseguir me sustentar (rendimentos fora do meu emprego normal) com certeza pedirei demissão de onde eu estou e ficarei trabalhando em casa, salvo se eu não estiver trabalhando na área de gamedev. Como disse no post Gamedev é uma área como qualquer outra, eu estou cansado de programar sistemas comerciais. Eu quero exercer a minha criatividade, sendo um game designer ou um level design (criador de cenários), e com isso vou entrar no curso de Game Design do Instituto dos Jogos e estou fazendo, duas vezes por semana, aulas de desenho artístico (eu ainda vou postar aqui os desenhos), e já to começando a evoluir, com alguns desenhos simples.

Bom, então vou definir os rumos que este blog vai tomar a partir de hoje: gamedev. O foco principal será desenvolvimento de jogos, mas continuarei postando sobre games aqui e, de vez em quando, um ou outro post fora de foco (afinal, ninguém é de ferro!). Além disso, este blog será um diário de desenvolvimento dos meus projetos, quando eu estiver fazendo eles, e sempre posso postar um ou outro artigo aqui sobre games que não for adequado ao Meiobit Games.

Então, a partir de amanhã novas séries de posts surgirão, e uma delas já vou adiantar o assunto: uma série com dicas para iniciantes em desenvolvimento de jogos, similar ao Faça Seu Jogo da Cubagames. Mas já adianto que eu serei cruel e realista, e admito que eu sei bem sobre a área teórica de gamedev, mas na parte prática ainda sou iniciante (como saber o funcionamento de uma engine 3D, como o Ogre3D, por exemplo), mas a vantagem de eu blogar na área é que eu sempre tenho de estudar e com isso postar opiniões sobre isso, quando for necessário.

Por fim, tenho de agradecer a vocês, leitores, que tem paciência em me aturar, já que se não fossem vocês, com certeza eu não teria tanta vontade em escrever textos e este blog não teria tantos posts.

Muito obrigado a todos!!!

O problema dos detonados e dos posts de games nos blogs

Ao ler os meus feeds hoje, outro texto do Cardoso me chamou a atenção, e me motivou a escrever este desabafo, sobre os comentários em blogs.

Primeiro que, uma coisa que eu nunca vou fazer é barrar um comentário que seja contra algum post meu. Aliás, até concordo com este tipo de post, já que eu gosto de ver outros tipos de opiniões, e se eu não gostasse, eu não teria blog. Fora que gosto de ver vocês tentando derrubar um argumento meu, já que, dependendo do comentário, eu tenho de dar o braço a torcer e dizer: é, olhando por esta ótica, você tem razão, etc etc.

Outra coisa que não vou fazer é criar posts com comentários idiotas de outros e postar. Até já pensei em fazer isso, mas convenhamos: no começo a gente não tem muita noção das coisas. A minha mentalidade hoje é bem diferente do que era antes, e ninguém nasce sabendo, mas vai aprendendo aos poucos. Todo mundo reclama dos emos-miguxos dos blogs e etc, mas eu não sou contra isso (só sou contra quanto ao modo de vestir de um emo, mas é outra história…). Aliás, eu não dou a mínima para a sua preferência sexual, ideológica, e etc, desde que a pessoa saiba postar com sabedoria.

Mas o problema é que esses pará-quedistas não fazem isso. Eles procuram algo no Google, lêem, não entendem e vão logo postando, já que com o lance de anonimato, eles não tem medo de ser mal-interpretados. Outras vezes uma pessoa, se achando ofendida, logo solta umas frases nervosas, para nunca mais voltar, e dizer depois aos amigos: menina, vi um comentário na internet que eu fiquei horrorizada. Um babaca num blog ficou xingando a nossa igreja, tive de soltar os cachorros nele! Nesse caso, eu só lamento, mas eu não to nem aí, e posso barrar o comentário ofensivo. Mas posso liberar, já que todo mundo tem direito a sua opinião. Mas é aquele negócio: tem que postar com sabedoria. Quer criticar? Faça direito!

Mas nos blogs de games, um outro fenômeno assusta os autores: a cara de pau dos usuários. Principalmente nos posts específicos de jogos. O povo vem e posta: meu, eu to travado em certa fase. Como que eu faço pra continuar? Isso é algo que me dá raiva, já que basta a pessoa digitar o nome da fase que ela acaba caindo em algum texto sobre aquele local. Uma vez eu travei no Splinter Cell - Chaos Theory, e então procurei no Google o nome da missão e o local onde eu estava travado. Foi tiro e queda! E foi só desta vez que eu procurei ajuda neste jogo.

Mas os jogadores não sabem o que é a palavra detonado! Ou mesmo a palavra estratégia. E aí chegam num post qualquer e pedem ajuda para passar aquela fase. Então, dependendo da resposta posso nem responder ou mesmo colocar visite o detonado do jogo aqui (além disso eu nem vou ler o detonado, já que dependendo do jogo eu ainda não terminei de jogar, e isso estraga a minha surpresa). Fora que eu nem posso responder, mesmo se eu já passei naquele local, afinal, eu vou lembrar daquela parte difícil do Final Fantasy que eu ralei para passar há mais de 30 horas atrás de jogatina? Eu não tenho uma memória tão infalível! Fora o resto de coisas que eu tenho de fazer, e isso faz eu esquecer aquele trecho.

Só que o pior é que isso dá visitações. Acredite: a maioria dos pará-quedistas que acabam caindo nas páginas do meu blog estão procurando games para download, ou dicas para piratear aquele game, ou mesmo dicas e detonados dos games.

Acho que se eu postasse só isso, eu não teria tantos assinantes no Feedburner, e seria mais um blog mais-ou-menos de games, que copia detonados dos outros e nem posta a fonte. Fazer um detonado não é fácil, fora que seria muito bom se tivesse detonados iguais aos das revistas de games. Eu ainda me lembro com orgulho dos detonados das revistas antigas, como a Gamers Book do Final Fantasy VII, que considero até hoje o detonado mais perfeito que eu já li!

Para mim, jogador de verdade é aquele que tem que sofrer durante o jogo, e não procurar ajuda na internet na primeira vez que ele trava em algum lugar. Acho que ele só deveria procurar dicas caso ele já tenha terminado o game ou mesmo quer completar o game 100%. Afinal, o melhor que um game pode te oferecer é a imprevisibilidade: é você não saber o que acontece depois que você atravessa aquela ponte ou mesmo depois que você chega numa caverna. E isso faz o jogador querer jogar mais e mais aquele game, já que ele quer saber como que a estória termina. É a diversão que a maioria procura. E é muito melhor ele buscar sozinho e no final se sentir recompensado do que ele começar a jogar com o detonado no colo, já sabendo que depois que ele atravessa a ponte vai enfrentar aquele chefão que tem um super-ataque que mata um dos seus personagens.

Então, jogador, larga a mão de querer tudo de mão beijada e não use detonados. Assim, a sua diversão será muito maior!