Análise - God of War 2



Pode-se dizer que a série God of War marcou a minha vida de gamer, já que os seus dois games para o Playstation 2 foram os primeiros que terminei oficialmente. E como eu tenho um método peculiar de análises de games, você já sabe mais ou menos como que será esta análise.

Falar de God of War 2, sendo que o game copiou (e melhorou) os principais elementos do primeiro game é difícil. Então me limitarei a falar mais do que vi de novo.

O primeiro contato que eu tive com o game merece uma história à parte: eu consegui emprestado com o meu ex-patrão, e fui na casa dele buscar. E não é que eu cheguei lá e vi ele jogando o game numa TV de 42 polegadas LCD.

Pessoal, a diferença é gritante! O game parecia estar com qualidade de Playstation 1! Dava pra ver nitidamente cada serrilhado do jogo, e se eu tivesse uma dessas, qualquer game para o Playstation 2 eu poderia dar notas baixas para os gráficos. É claro que um dia desses eu vou ter uma TV dessas, mas por enquanto ainda consigo me satisfazer com uma TV comum, e isso esconde da nossa visão a verdadeira qualidade gráfica do jogo. Qualquer pessoa comum que vê God of War 2 baba com os gráficos. Até eu, mas jogar numa TV daquelas, só com consoles da nova geração, que são projetados para este tipo de tecnologia. Mas de qualquer jeito, para o console, o game é um dos mais impressionantes da sua geração. Se você jogar com TV comum e não tão grande, nem vai perceber, e vai parar algumas vezes para apreciar o cenário do game.

O maior problema de ter visto o game antes (como falei acima) é que parte da surpresa acaba, já que você já aprende certos trechos do jogo. E o bom de um game é jogar o mesmo sem saber o que acontece depois de certo local. Apesar dos detonados dos games serem interessantes para ajudar o jogador, isso acaba com a surpresa. Tem que jogar sem eles!

Eu acabei vendo uma das partes que eu mais queria jogar: o Kratos montado num Pégasus e voando pelos céus. Tudo bem que depois eu cheguei nesta parte e acabei jogando ela. Pena que ela é bem curta!

O começo do game é interessante: você começa todo poderoso, mas depois acaba perdendo os poderes, e aí você tem que galgar novamente toda a experiência, que, apesar de ser baseada nos RPGs clássicos, não é igual. Para aumentar os pontos de vida, só conseguindo os olhos da gárgula, e você precisa ajuntar 5 deles para aumentar um pouco a energia. Para a magia é o mesmo esquema. Para as armas, é aquele velho sistema de power ups: para cada inimigo derrotado, você consegue um pouco. Destruir certos objetos do cenário também, e isso vai se acumulando. Depois você tem que gastar os power ups para melhorar as suas armas.

O nível de dificuldade do jogo permanece inalterado: dificílimo. Sem sacanagem, mas este game foi um dos mais difíceis de zerar, e tive de zerar no Easy, pois um dos inimigos (um cão de 3 cabeças, antes de entrar no palácio de Euryale) é dificílimo. Tentei durante horas (literalmente) acabar com ele, mas não consegui. Quem sabe no segundo zeramento eu consiga ter mais persistência em acabar com ele. Mas eu sofri com o game. Se você for jogador casual e não tiver paciência, esqueça este jogo e procure algo mais fácil. Se você gosta de dificuldade e de ter desafios, recomendo o game!

Já os puzzles aumentaram um pouco, mas são bem simples. Mas até mesmo em algumas batalhas contra os chefes tem puzzle: tem um modus-operandi para você conseguir derrotar eles (como na Hidra no primeiro game), e descobrir isso é um dos desafios do jogo.

A jogabilidade permaneceu a mesma: um pouco difícil. Por ser um game de ação, o esforço que o jogador tem de fazer para controlar o personagem é elevado, já que constantemente você tem que apertar o Quadrado para desferir os seus golpes. Muitas vezes a mão começa a doer (doer mesmo!) e como você está no calor da batalha, você quer logo terminar aquele trecho.

Como nem todo game é perfeito, o maior problema é o game não ter legendas. Eu já reclamei disso na primeira análise, o Fábio Bracht também, e acredito que a maioria dos jogadores deve ter a mesma opinião. A maioria das falas não são cristalinas como a de um Metal Gear Solid (que aliás tem legendas!), e isso é por causa do próprio game. Cada Sisters of Fate parece que tem mais de uma voz falando ao mesmo tempo, e como a maioria das vezes que eu joguei foi de madrugada (durante a semana), tive de jogar com volume baixo. Mal dava para tentar entender, e como meu inglês não é aquelas coisas, o enredo do game eu não consegui entender direito (até o do Final Fantasy XII eu não consegui entender direito, e olha que o game tem legendas).

Mas procurando na internet dá para encontrar detalhes do enredo. Segue um trecho da análise do UOL Jogos:

A história começa pouco tempo depois dos acontecimentos do primeiro episódio. Agora, Kratos é um deus, mas os poderes que ganhou em sua nova condição divina - nem a vingança contra o ex-deus da guerra Ares - não o livram do tormento de uma tragédia pessoal. Ele volta sua vida a comandar os exércitos de Esparta e conquistar cada vez mais regiões, e isso causou insatisfação de outras divindades, como Atena e o todo-poderoso Zeus, outrora aliados de Kratos.

Mas, como em toda tragédia que se preze, o amargurado personagem sofre novas perdas: ele morre. Mas deuses não são imortais? Sim, mas se trata de uma morte no plano divino, ou seja, ele volta a sua origem de humano. Para reverter isso, explicam os novos aliados do ex-general, os titãs, é preciso reverter a providência celestial. E, felizmente, como se está falando de mitologia grega, isso é mais concreto que se possa imaginar: há entidades que cuidam disso e atendem pelo nome de Irmãs do Destino.

O enredo não tem profundidade e nem pretende ser uma aula de mitologia grega, mas sim uma ficção com alguns dos personagens mais conhecidos pela civilização ocidental. Desta vez, a história não está focada no protagonista, mas na batalha entre os titãs e os deuses. Tudo regado com muito sangue, é claro.

Outro ponto negativo é o game ser bem curto. Terminei o mesmo com cerca de 15 horas de jogo. Tudo bem que não é um Final Fantasy da vida, mas um game com uma longevidade média (umas 30 horas) seria bem mais interessante.

Por fim, a resposta que qualquer um quer ler: God of War 2 é bom? É. Melhor que o primeiro? Não.

Como é que é?

Isso mesmo, eu considero o primeiro God of War melhor do que este. Parece que o primeiro traz um prazer maior na gente, já que os elementos mitológicos são mais conhecidos, e o fator surpresa no primeiro game acabou me conquistando. Apesar deste God of War ser um jogaço, o primeiro continua como sendo o melhor game que já joguei em vida.

Se um dia for jogar a série, comece pelo primeiro, e depois este. Uma das séries de games que recomendo adquirir! Vale a pena!



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11 comentários para “Análise - God of War 2”

  1. GravatarRodrigo via Rec6 disse:

    Análise - God of War 2…

    Análise do game God of War 2, para o Playstation 2…

  2. GravatarCastle Bravo disse:

    Gosto de God of War e já terminei o primeiro jogo, mas sinceramente, não consigo entender porque tanto hype em cima dele, para mim não passa de um simples beat ‘n’ up com temática mitológica, claro, com belos gráficos e uma dose elevada de violência, mas é só, Não sei onde a imprensa vê tanta novidade e originalidade, e o segundo episódio seguindo a linha do “mais do mesmo” não deve ser diferente.

    Em cada detalhe do jogo é perceptível algo que já foi visto em outro, não que isso seja ruim, talvez seja um dos méritos da produtora conseguir reunir as melhores “inspirações” de outros jogos, mas sei lá, joguei o jogo emprestado de um amigo e não tenho motivação para comprá-lo, nem mesmo o segundo que ainda não joguei.

    Considero outros jogos no mesmo estilo mais divertidos, como Devil May Cry por exemplo. :)

  3. Gravatarrafael disse:

    eu ñ cosigo passar de uma tela,que eu um mestre ai ele fica morto pindorado numa corrente e que tem duas estuas inpindindo a passagem do outro lado.

  4. GravatarTimer Sleeper - O viajante do tempo | Rodrigo Flausino disse:

    [...] sala oval cheio de espelhos, que refletem os acontecimentos de diversas épocas - Idéia copiada de God of War 2!) e pode escolher a época na qual ele pode acessar, e entrar no [...]

  5. GravatarTempus Cathedralis - A catedral do tempo | Rodrigo Flausino disse:

    [...] é nascimento em alemão (traduzido no Google Tradutor). O conceito dos espelhos temporais vem do God of War 2 (pare de ler se ainda não jogou!), onde no final do jogo o Kratos consegue ver alguns [...]

  6. Gravatarjohn disse:

    Cara esse god of war 2 e muito show apesar de sre um pouco curtooo…. Más e muito show… Apesar de todos as coisas .. Quero ver o 3!!

  7. GravatarDIEGO disse:

    esse jogo e´ muito bom o grafico do jogo e´ lindo eu viajo muito nesse jogo viva god of war

  8. GravatarPrimeiras impressões - Xbox 360 | Rodrigo Flausino disse:

    [...] (e esperar o X360 ser liberado), já que eu tenho o aparelho (caso você não saiba) e estou com o God of War 2 prontinho para [...]

  9. GravatarA questão da liderança e da saída de game designers de empresas | GamedevBR disse:

    [...] é problema de apenas uma empresa? Depois da saída do David Jaffe (God of War) e do Cory Barlog (God of War 2 e God of War - Chains of Olympus), não vi nada da mídia quanto a debandada de desenvolvedores da [...]

  10. GravatarMeme - As mentes mais criativas da indústria | Rodrigo Flausino disse:

    [...] conhecidos de todo o mundo não é pra qualquer um. O seu reinado, pelo que eu sei, durou pouco: no segundo e em Chains of Olympus Cory Barlog ficou pra comandar as equipes de desenvolvimento e hoje não se [...]

  11. GravatarDiário Gamer 09 - Joystick Infinity e God of War 2 | Rodrigo Flausino disse:

    [...] Quando o controle chegou em casa e fui abrir a embalagem, tinha uma dica para abrir a mesma, o que achei bem legal da parte dos fabricantes e importadores. Coloquei o controle no console e precisava de um game para testá-lo. E não deveria ser um game leve. Teria de ser algo pra levar o uso ao extremo e aí o primeiro jogo que veio na mente não poderia ser outro: God of War!!! [...]