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Ameaças, conspirações e um encontro

Março 9, 2008  
Postado em CSIB, Contos


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Este texto é continuação direta de Início de um interrogatório. Leia o outro antes de continuar a lendo este.

Ele então se levanta e vai na direção a ela:

- Seguinte: você ajudaria o seu marido se estivesse lá fora?
- Com certeza! - disse Rachel.
- E se eu a matasse? Sabe que aqui no país terroristas estão sendo condenados à morte!
- Sei disso, mas nem eu e nem meu marido somos terroristas.
- Não é verdade.
- Se você fizer isso, ele irá atrás de você!
- É isso que eu quero. Mas também ele não tem capacidade para me matar.
- Eu duvido!
- Ele também não vai saber me achar!
- Vai acreditando nisso que ele vai te encontrar…
- Acha que ele vai invadir este lugar e te resgatar?
- Creio que não.
- Porquê?
- Porquê estou segura aqui. Lá fora sou um alvo em potencial da conspiração que ferrou com ele.
- Conspiração? Corta essa, Rachel, você acha que teve uma conspiração? Aliás, nem sabemos o motivo dele ter feito isso!
- A gente estava investigando uma possível organização terrorista que teria gente do governo dentro dela. Pessoas importantes. Estávamos quase lá, mas aí aconteceu esse incidente! É claro que eles armaram isso para ganhar tempo e para ferrar com ele. Agora ele não poderá continuar as investigações!
- Disso eu já sabia.
- Claro, deve ter lido o que ele fez nos últimos dias… aliás, dá para ver na cara que você não leu! Não daria tempo, fora que sei que ele andou ocupado.
- É! E sabe o que ele fez? Ele invadiu a softhouse que criou o sistema de acesso para o CSIB. Conseguiu um sistema de login para ele acessar as informações que ele copiou daqui antes de fugir…
- E conseguiu escapar!
- Porquê ele fez isso? - perguntou Isaack.
- Não tenho a menor idéia. Se o que ele carrega for essencial para ele provar a sua inocência, ele fará de tudo!
- Inclusive matar pessoas inocentes!
- Ele não matará pessoas inocentes. Ele é bom!
- Se eu quisesse ajudá-lo a provar a sua inocência, você me ajudaria a chegar até ele?
- Não, pois sabemos que você não fará isso.
- Posso assinar um documento…
- Já tenho experiência suficiente para saber que um documento assinado também não serve para nada! Você estará apenas encenando, e mesmo se tivesse valor legal, vocês iriam fazer isso apenas para se dar bem. Vocês estão na estaca zero, pois se tivessem algum resultado, não estaria aqui conversando comigo.
- Você pode estar mentindo!
- Tem um detector de mentiras poderoso que está analisando a minha voz e está analisando meu cérebro. Se eu menti alguma vez, ajudo vocês a capturar o meu marido!
- Você ajudou a melhorar o aparelho. Deve saber enganar a máquina!
- Eu não faria isso. Nunca deixaria brechas, já que eu fiz isso pro bem desta agência! E nunca preveria que eu fosse para o outro lado. Que virasse uma pessoa investigada.
- Você será levada para uma cela na ala de prisão do edifício. Se quiser ainda colaborar, peça para falar comigo, mas você terá apenas uma chance. Me chamar apenas para sacanear ou para perder o meu tempo vai ser a sua sentença de morte.
- OK. Mas só quero dizer uma coisa antes de você sair!
- Diga!
- Um dos seus comparsas está na tal da conspiração!
- Isto é impossível! Escolhi meus subordinados a dedo!

Ele decide sair da sala e no corredor, entra numa outra sala, onde estava dois agentes e uma das paredes estava uma parede de vidro, mostrando a cela onde esta Rachel.

- E aí!
- Ela não mentiu nenhuma vez! - disse um deles.
- Impossível! Valdir, você tem certeza?
- Sim.
- Poderia usar ela como isca. Tipo, fazer com que uma informação falsa chegue até ele e com isso armar uma emboscada… - disse o outro.
- Fora de cogitação. A agência anda sendo questionada pela sociedade. Eu gosto de trabalhar limpo, e vou fazê-lo.
- Bom vou indo. Quero analisar o conteúdo que ele copiou da softhouse.
- OK!

Ele então sai da sala.

- Não gosto desse cara!
- Ele é competente. Não vejo o porquê da sua desconfiança.
- Ela pode estar certa!
- Impossível! Se isso acontecesse, aí sim estamos bastante vulneráveis. E pelo que andei vendo, o CSIB foi uma agência criada com padrões máximos de segurança pessoal!
- É, mas você, eu, ele e alguns subordinados não somos daqui!
- Conheço ele há muitos anos!
- A gente não conhece bem todas as pessoas a nosso redor!
- Vou embora. Preciso dormir!
- Vai dormir aonde?
- Aluguei um apartamento mobiliado em São José dos Campos.
- E sua esposa e filhos?
- Estão em São Paulo. Melhor que ele não saiba quem são eles…

Isaack então decide ir embora e uma hora depois ele chega no apartamento. Ao entrar, ele repara que a janela estava aberta, e com isso saca sua arma, achando que tem um ladrão na sua casa, mas é rendido:

- Solte sua arma - disse uma voz, apontando a arma para sua cabeça.

Ele a obedece, mas inicia uma conversa.

- Quem diria…o marido de Rachel! O ex-agente federal e ex-diretor do CSIB, Rodrigo Flausino!

Continua…


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