CSIB - Explicando os capítulos já publicados e algumas mudanças
Novembro 21, 2007
Postado em CSIB
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Continuemos com a biografia do CSIB, que esta chegando à reta final. Este post será a penúltima etapa desta biografia, que durou meses e que tem mais de 15 posts! Neste post, vou falar sobre alguns elementos dos capítulos já publicados e algumas mudanças que eu farei na nova versão da estória, que será publicada aqui de tempos em tempos.
Primeiramente, esses capítulos retratariam o começo do CSIB: o que aconteceu antes da agência ter sido criada, mostrando alguns personagens e eventos. Além disso, caso você veja o arquivo PDF, vai ver algumas frases curiosas, como eu tentar me basear na realidade. No meio dos capítulos eu comecei a fazer algo que eu tinha visto no livro Operação Cavalo de Tróia, onde, no meio do texto, tinha algumas citações com explicações adicionais. Porquê? Como não sei se todo mundo poderia conhecer certos termos, eu precisaria explicar, tanto para não ter de explicar de novo num fórum quanto para que o leitor não precisasse abrir o dicionário para procurar alguma informação.
Hoje será diferente: como eu pretendo publicar online (aqui no blog) eu posso usar hiperlinks para facilitar, caso o leitor se interesse em conhecer aquele termo desconhecido que ele viu. Outra frase incomum foi esta:
Todos os fatos históricos descritos e leis federais, estaduais e municipais, se tiverem notas com a fonte, correspondem rigorosamente à realidade.
Esse ponto é curioso. Na época eu procurei alguns livros de direito na faculdade e xeroquei algumas leis do código penal (acho que a maioria sabe que um homicídio dá 20 anos de cadeia…), já que, durante a estória, o personagem principal falaria algumas frases tiradas do código penal brasileiro. E entender isso pode ser interessante, já que, como é uma estória de espionagem, dá para prever que tipos de punições os inimigos (e heróis) podem sofrer na aventura.
Já a data da primeira frase do capítulo:
São Paulo. Brasil. 02 de Janeiro de 2007. Segunda-feira.
Aqui, como eu estava fazendo o enredo e 2005, decidi mandar a estória alguns anos no futuro, para que eu não precisasse fundir fatos do game com fatos históricos. Fora que é mais fácil inventar o futuro do que fazer uma estória no passado. De qualquer jeito, a data vai mudar e vou mandar a estória para a próxima década: entre 2010 e 2015. Isso terá uma vantagem e uma desvantagem:
Como vantagem, dá para inventar fatos históricos. Eu posso colocar um novo presidente, inventar partidos políticos, colocar que o Brasil mudou a lei e que agora tem pena de morte ou mesmo criar uma situação de medo na população. Afinal, estamos tratando de uma estória de heróis contra terroristas. Preciso de verossimilhança.
Como desvantagem eu terei de prever o futuro. Antigamente não tinha Youtube e nem toda a tecnologia existente. Internet não tinha em tantos lugares e TV digital, para mim, era uma palavra desconhecida. Com isso terei de fazer algo similar ao Minority Report e pensar anos à frente, tanto na parte tecnológica quanto na parte comportamental (que será mais difícil).
Outro ponto interessante é o conceito de tempo. A estória está usando uma seqüência de dias. Explico: cada dia da vida dos personagens seria retratado. Ou seja: no começo da estória seria o primeiro dia, e a cada dia teria algo diferente. Isso deixa a estória quase inviável, já que criar uma estória para preencher 1 ou 2 anos da vida de alguém é dificílimo, e teria muita coisa (quase como um diário…). Hoje decidi simplificar um pouco, mas muitos trechos retratarão poucos dias da vida de um agente.
Agora vamos aos personagens que foram apresentados nestes capítulos:
Ângelo - jornalista. Aqui está um personagem patriota e que conseguiu se formar. Passou boa parte da vida pobre e vai sofrer preconceito na estória, e vai se tornar uma das pessoas que irá acelerar a Queda da Abin (sim, você não entendeu errado. Mas explicarei no final deste post), por ser jornalista e por querer se questionar sobre a privacidade das pessoas. Não ficará na estória para sempre, mas também não vai morrer durante a estória do CSIB.
Michelle - amiga de Ângelo e jornalista, também terá uma participação curta, e ainda não pensei na sua saída, mas com certeza não será por vias mortais. Mas ela se apaixonará por um agente, que também terá pouca participação no enredo.
Alex - dono do jornal onde Ângelo vai trabalhar, o jornal será fechado no início do enredo. Agora, como que isso vai acontecer, eu não vou contar por enquanto, mas que será cruel, isso será.
Rodrigo Flausino - Sim. Aqui é o meu alter-ego, e será um dos personagens principais do enredo, e um dos poucos que ficará em todo o universo, primeiro como agente, e depois como diretor de operações do do CSIB. Como ele é o meu alter-ego, eu vou colocar nele toda a minha personalidade, além de colocar coisas que eu gostaria de fazer mas nunca consegui, como ele ser expert em artes marciais (adoro lutas). ele será um super-agente, que será jogável no jogo que eu penso em desenvolver (não nesse primeiro game, mas em outros), mas também terá defeitos, como todo ser humano.
Roger - o nome deste personagem eu me baseei no nome do meu irmão e será o cérebro do CSIB: aquele personagem que pensa antes de fazer as coisas. Aquele que vai planejar as operações, e aquele que tentará segurar a raiva do Flausino, que será um personagem impulsivo. E diferente de mim (eu sou cético, tanto na ficção quanto na vida real
), ele será bem religioso. Também terá uma participação longa.
Natasha - personagem secundária que posteriormente entrará para as Forças da Lei como técnica de química.
Luís - personagem secundário que gosta de 3D e que será um desenhista da Polícia Federal, criando retratos falados.
Paulo - um hacker da Polícia Federal. Ainda não planejei sua participação no CSIB.
Lazarus - esse merece ser comentado. Estamos falando do diretor-geral da Abin (que não será mais Abin), e que será competente, mas o Rodrigo terá raiva dele. Agora, o porquê desta raiva, isso só será explicado futuramente.
O vilão - Eu já o batizei, mas não vou dizer o nome do cara. Mas ele aparecerá nos primeiros capítulos e será O vilão. Alguém digno de nota, e estou depositando todo o meu intelecto na criação dele. Ele será sedutor, inteligente, bom de lábia e bom de briga.Tudo que um homem quer ser, mas ele será também sádico, cruel, imprevisível. Creia que eu vou postar um post separado só falando dele.
Patrícia - Essa aparece no começo da estória, e terá uma participação curta, mas marcante. Não vou dar maiores detalhes disso.
Bom, acima tem algumas explicações básicas dos personagens. Tudo bem que eu ainda não planejei muita coisa, e outros personagens vão surgir com o passar do enredo.
Já sobre a Queda da Abin, isso é culpa do Daniel! Algum tempo atrás, ele postou do porquê de ter outra agência, sendo que já tinha a Abin. Então cheguei e pensei: porquê não substituir ela? Então decidi mudar partes do enredo para que, durante a criação do CSIB, a Abin deixe de existir. Alguns podem achar isso loucura, mas é plausível: se um órgão do governo começa a falhar em suas missões, o governo tem que rever as suas políticas e, se necessário, fechar um órgão e talvez substituir o mesmo por outro. Ou substituir os líderes do órgão. Mas para isso decidi colocar a sociedade contra a Abin: a população questionando a privacidade. Como o país estará lutando contra o terrorismo, então as agências terão de fazer coisas que a lei não permitiria, e isso causará abusos, que começarão a ruir a reputação da agência, além de não conseguir prender certos criminosos.
E ainda falando da Abin, todo o início do enredo será mudado e vou inserir no lugar o SAT. SAT? Isso mesmo: o Setor Anti-Terrorismo da Polícia Federal. Como eu não sei como que a Abin funciona e nem como é dentro dela, é melhor eu inventar um setor próprio do que especular algo fora da realidade, mesmo que eu consiga pesquisar como que a Abin funciona. Fora que nem sempre que eu achar de informações sobre a Abin pode ser verdade, já que, por ser uma agencia de inteligência, ela pode manipular informações ou não. Ninguém garante a verdade.
Por fim, eu expliquei partes do enredo e de como que poderia funcionar a estória. É claro que antes de recomeçar eu vou re-planejar tudo novamente para que eu consiga ter uma espinha dorsal da estória, já que como freqüentemente a gente pode sofrer algum bloqueio criativo, eu posso ter dificuldades.
No próximo post, o início da última etapa: a logo do projeto e as influências do CSIB no meu modo de pensar e agir.
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