Universo CSIB Vs Religião Vs Fantasia Vs Games
Novembro 20, 2007
Postado em CSIB, Críticas e Opiniões
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Vamos à continuação da biografia do CSIB, o projeto de jogo (e de contos…) que eu tenho e que decidi postar aqui todo o andamento do projeto. Primeiro com a biografia, que está chegando ao 16º post. E segundo que, quando esta biografia acabar, vou iniciar um projeto de um game curto, que estará dentro deste universo. E vou postar todo o andamento aqui, desde detalhes do game design até mesmo imagens e uma nova série de posts.
Pelo que vocês podem ter percebido, eu andei postando aqui um pequeno teste de um conto, que começou com o post Confronto Inimente, que mostra a luta entre dois inimigos. O conto continuou com Uma conversa, mostrando a rivalidade entre os dois inimigos e terminou com uma luta corporal (a parte mais difícil da criação deste conto) em A luta, a chuva e a fuga. Pode-se dizer que este evento é parte importante da estória, mas, pelas falas, os personagens já se enfrentaram antes. Dentro de alguns meses vocês vão entender este conto, já que, primeiro, eu quis fazer um teste (para ver se eu teria algum tipo de comentário…) e segundo que eu preciso de críticas. Tudo bem que a essência deste jogo foi baseada na mídia da espionagem (filmes, séries de TV, a maioria norte-americanos. E games, logicamente), mas as estórias do jogo serão baseadas e locadas no Brasil. Locadas no sentido de que a maior parte dos eventos acontecerá em cidades brasileiras.
Uma coisa que eu sempre quis fazer é construir um universo próprio para o meu jogo. Sei que todos aqui, se quisessem, poderiam criar algo assim, mas a gente sabe que não é tão fácil. Você chegar e criar um mundo próprio e dar-lhe vida, mesmo na imaginação, é algo difícil.
Acredito que as duas pessoas que eu mais admiro hoje são J R R Tolkien e J K Rowling. O primeiro é o autor do Senhor dos Anéis, que considero o mundo fictício mais impressionante que já foi criado pela literatura. Já o segundo nome é a autora da série Harry Potter, que também conseguiu, com maestria, criar um universo próprio, mesmo se baseando na realidade atual. Mas como eu já disse no texto RPGs clássicos e RPGs de videogame, se não fosse o Tolkien, a série Harry Potter poderia não ter existido, já que o Tokien foi, para mim, o maior responsável pela popularização das histórias fantásticas: aquelas que tem a magia como base. Magia literária.
OK, sabemos que eu sou ateu e que não acredito nesse lance de magia. Apesar das religiões e algumas seitas acreditarem no sobrenatural, eu não acredito nesse negócio, mas gosto de magia. Gosto de fantasia. E isso a gente só pode alcançar usando alguns modos principais: lendo um livro, assistindo TV e jogando videogame.
Esse negócio de ritual disso, ritual daquilo, macumba, e o escambau, pra mim é tudo papo furado. Fora que a existência do diabo é mais para que as pessoas possam culpar alguma coisa pela maldade das pessoas. Maldade que sempre existiu e sempre existirá no ser humano. Um bode espiatório perfeito por sinal. Mas não quer dizer que eu gosto do demônio. Aliás, se eu gostasse dele, eu acreditaria em sua existência e na existência da religião.
E mais uma coisa: se você tem religião, não me venha com papo de que eu deveria acreditar nela, que eu vou morrer no mármore do inferno, ou que Harry Potter é coisa do capeta. Eu não vou acreditar em nenhuma dessas bobagens e com certeza vou barrar seus comentários idiotas. É a minha opinião é pronto. e não to nem aí pro resto. Respeito as pessoas e respeito as religiões, mas não acredito mais nelas. Ponto final!
Então essa minha descrença se refletirá nas minhas estórias. Primeiro que, apesar de gostar de fantasia, eu gosto dela onde ela tem que estar: na nossa mente. Jogos e livros. As pessoas gostam de fantasiar. Gostam de ter algo em se apoiar. Qualquer um que goste de Senhor dos Anéis gostaria de morar nesse mundo: um mundo de fantasias e aventuras, onde você poderia salvar o mundo do mal e onde você poderia, no final das contas, viver feliz para sempre ao lado de alguém (uma mulher…uma família…). E durante isso você poderia soltar todos os seus instintos e enfrentar, com raça, alguém que você sabe que é o mal e que poderia fazer mal a alguém e você teria desafio.
Ora, isso não é algo que a gente faz todo dia quando liga o videogame?
E isso vai ser refletido neste projeto. Você vai saber de antemão que os personagens principais da estória serão ateus. Vai saber de antemão que não terá magia no universo. Magia física e material, mas a essência do CSIB é a magia! Magia simbólica. A magia da luta clássica entre o bem e o mal. Uma magia psicológica, e isso é passado em todos os livros: a gente senta para ler e se desliga do mundo para vivenciar, mesmo na nossa mente, essa magia. A magia literária. A magia de uma estória.
Nesse ponto os videogames e a mídia televisiva (séries, novelas, filmes, etc) mostram de uma maneira melhor: a gente assiste isso ou mesmo controla isso. E aí os games cumprem melhor, já que a gente pode controlar isso, mesmo que o jogo seja totalmente linear. O jogador pode vivenciar a luta e sabe que vai ter de cumprir etapas para conseguir terminar aquela aventura. E quando termina, ganha aquele sentimento de missão cumprida e que é hora de partir pra outra aventura. Como nos jogos de RPG clássicos, onde você vivencia a magia apenas na mente, já que, como eu sou ateu, eu não acredito que alguém se corte sem querer com uma faca e você solta um Cure e volta tudo ao normal. Mas você pode estancar o ferimento, ou mesmo ir pro hospital (ou sangrar até que o corpo faça o seu trabalho ou esperar a morte).
Voltando ao CSIB, eu considero que consegui, com muito custo, criar um universo próprio para o projeto. Eu tenho muita coisa planejada, tanto mentalmente, quanto fisicamente. Já tenho pelo menos umas 100 páginas de texto, com rascunhos, textos, os capítulos planejados, e outros. Fora o que tem ainda na minha mente e que tento passar pro papel, já que a nossa mente foi criada para esquecer os fatos mais inúteis. E se a gente escreve, isso acaba facilitando depois.
Além disso, vou começar a postar, a cada 2 semanas, um capítulo da história principal e diversos contos separados, e com isso vou tentar montar, aqui, todo o universo planejado. E isso se resume em fatos do jogo: porquê que isso acontece, porquê que uma pessoa tem tanto ódio da outra, como que certas pessoas se conheceram, e outros. E na página oficial, eu vou postar tudo em ordem cronológica, junto com uma linha do tempo do projeto, que vai facilitar. Quero fazer isso já que eu não vou me limitar a apenas jogos simples: quero expandir esse universo e fazer vocês se distraírem, enquanto estão se divertindo lendo este post (que está enorme…).
Ainda tenho outras histórias na minha mente, e vou postar elas aqui também!
Apesar deste post ter ficado uma miscelânea de assuntos desconexos, tudo tem influência no meu modo de pensar. E uma estória é justamente a canalização do modo de pensar de um autor. E todos os fatos que acontecem na vida desta pessoa, tudo que ela lê, tudo que ela faz tem influência na estória.
Por fim, acabei não cumprindo a promessa do post anterior, que eu iria citar sobre alguns personagens. Vou fazer isso no próximo post e com isso me preparar para postar a última parte desta biografia enorme: a logo do projeto, que acabou tendo influência na logo deste site. E farei tudo isso nesta semana, já que sábado teremos um post especial.
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