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Análise - God of War 2

Novembro 12, 2007  
Postado em Games, Sony




Pode-se dizer que a série God of War marcou a minha vida de gamer, já que os seus dois games para o Playstation 2 foram os primeiros que terminei oficialmente. E como eu tenho um método peculiar de análises de games, você já sabe mais ou menos como que será esta análise.

Falar de God of War 2, sendo que o game copiou (e melhorou) os principais elementos do primeiro game é difícil. Então me limitarei a falar mais do que vi de novo.

O primeiro contato que eu tive com o game merece uma história à parte: eu consegui emprestado com o meu ex-patrão, e fui na casa dele buscar. E não é que eu cheguei lá e vi ele jogando o game numa TV de 42 polegadas LCD.

Pessoal, a diferença é gritante! O game parecia estar com qualidade de Playstation 1! Dava pra ver nitidamente cada serrilhado do jogo, e se eu tivesse uma dessas, qualquer game para o Playstation 2 eu poderia dar notas baixas para os gráficos. É claro que um dia desses eu vou ter uma TV dessas, mas por enquanto ainda consigo me satisfazer com uma TV comum, e isso esconde da nossa visão a verdadeira qualidade gráfica do jogo. Qualquer pessoa comum que vê God of War 2 baba com os gráficos. Até eu, mas jogar numa TV daquelas, só com consoles da nova geração, que são projetados para este tipo de tecnologia. Mas de qualquer jeito, para o console, o game é um dos mais impressionantes da sua geração. Se você jogar com TV comum e não tão grande, nem vai perceber, e vai parar algumas vezes para apreciar o cenário do game.

O maior problema de ter visto o game antes (como falei acima) é que parte da surpresa acaba, já que você já aprende certos trechos do jogo. E o bom de um game é jogar o mesmo sem saber o que acontece depois de certo local. Apesar dos detonados dos games serem interessantes para ajudar o jogador, isso acaba com a surpresa. Tem que jogar sem eles!

Eu acabei vendo uma das partes que eu mais queria jogar: o Kratos montado num Pégasus e voando pelos céus. Tudo bem que depois eu cheguei nesta parte e acabei jogando ela. Pena que ela é bem curta!

O começo do game é interessante: você começa todo poderoso, mas depois acaba perdendo os poderes, e aí você tem que galgar novamente toda a experiência, que, apesar de ser baseada nos RPGs clássicos, não é igual. Para aumentar os pontos de vida, só conseguindo os olhos da gárgula, e você precisa ajuntar 5 deles para aumentar um pouco a energia. Para a magia é o mesmo esquema. Para as armas, é aquele velho sistema de power ups: para cada inimigo derrotado, você consegue um pouco. Destruir certos objetos do cenário também, e isso vai se acumulando. Depois você tem que gastar os power ups para melhorar as suas armas.

O nível de dificuldade do jogo permanece inalterado: dificílimo. Sem sacanagem, mas este game foi um dos mais difíceis de zerar, e tive de zerar no Easy, pois um dos inimigos (um cão de 3 cabeças, antes de entrar no palácio de Euryale) é dificílimo. Tentei durante horas (literalmente) acabar com ele, mas não consegui. Quem sabe no segundo zeramento eu consiga ter mais persistência em acabar com ele. Mas eu sofri com o game. Se você for jogador casual e não tiver paciência, esqueça este jogo e procure algo mais fácil. Se você gosta de dificuldade e de ter desafios, recomendo o game!

Já os puzzles aumentaram um pouco, mas são bem simples. Mas até mesmo em algumas batalhas contra os chefes tem puzzle: tem um modus-operandi para você conseguir derrotar eles (como na Hidra no primeiro game), e descobrir isso é um dos desafios do jogo.

A jogabilidade permaneceu a mesma: um pouco difícil. Por ser um game de ação, o esforço que o jogador tem de fazer para controlar o personagem é elevado, já que constantemente você tem que apertar o Quadrado para desferir os seus golpes. Muitas vezes a mão começa a doer (doer mesmo!) e como você está no calor da batalha, você quer logo terminar aquele trecho.

Como nem todo game é perfeito, o maior problema é o game não ter legendas. Eu já reclamei disso na primeira análise, o Fábio Bracht também, e acredito que a maioria dos jogadores deve ter a mesma opinião. A maioria das falas não são cristalinas como a de um Metal Gear Solid (que aliás tem legendas!), e isso é por causa do próprio game. Cada Sisters of Fate parece que tem mais de uma voz falando ao mesmo tempo, e como a maioria das vezes que eu joguei foi de madrugada (durante a semana), tive de jogar com volume baixo. Mal dava para tentar entender, e como meu inglês não é aquelas coisas, o enredo do game eu não consegui entender direito (até o do Final Fantasy XII eu não consegui entender direito, e olha que o game tem legendas).

Mas procurando na internet dá para encontrar detalhes do enredo. Segue um trecho da análise do UOL Jogos:

A história começa pouco tempo depois dos acontecimentos do primeiro episódio. Agora, Kratos é um deus, mas os poderes que ganhou em sua nova condição divina - nem a vingança contra o ex-deus da guerra Ares - não o livram do tormento de uma tragédia pessoal. Ele volta sua vida a comandar os exércitos de Esparta e conquistar cada vez mais regiões, e isso causou insatisfação de outras divindades, como Atena e o todo-poderoso Zeus, outrora aliados de Kratos.

Mas, como em toda tragédia que se preze, o amargurado personagem sofre novas perdas: ele morre. Mas deuses não são imortais? Sim, mas se trata de uma morte no plano divino, ou seja, ele volta a sua origem de humano. Para reverter isso, explicam os novos aliados do ex-general, os titãs, é preciso reverter a providência celestial. E, felizmente, como se está falando de mitologia grega, isso é mais concreto que se possa imaginar: há entidades que cuidam disso e atendem pelo nome de Irmãs do Destino.

O enredo não tem profundidade e nem pretende ser uma aula de mitologia grega, mas sim uma ficção com alguns dos personagens mais conhecidos pela civilização ocidental. Desta vez, a história não está focada no protagonista, mas na batalha entre os titãs e os deuses. Tudo regado com muito sangue, é claro.

Outro ponto negativo é o game ser bem curto. Terminei o mesmo com cerca de 15 horas de jogo. Tudo bem que não é um Final Fantasy da vida, mas um game com uma longevidade média (umas 30 horas) seria bem mais interessante.

Por fim, a resposta que qualquer um quer ler: God of War 2 é bom? É. Melhor que o primeiro? Não.

Como é que é?

Isso mesmo, eu considero o primeiro God of War melhor do que este. Parece que o primeiro traz um prazer maior na gente, já que os elementos mitológicos são mais conhecidos, e o fator surpresa no primeiro game acabou me conquistando. Apesar deste God of War ser um jogaço, o primeiro continua como sendo o melhor game que já joguei em vida.

Se um dia for jogar a série, comece pelo primeiro, e depois este. Uma das séries de games que recomendo adquirir! Vale a pena!


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