Definições sobre o CSIB



Continuando com a biografia do projeto CSIB. Alguns leitores podem não estar gostando muito de dedicar alguns posts ao assunto, mas um dos objetivos deste blog será um diário de desenvolvimento do projeto. Ou seja: depois que eu postar toda a biografia do mesmo (ainda tem muita coisa! Vou explicar até o processo de desenvolvimento da logo e outras curiosidades bizarras :P ), vou iniciar pra valer o desenvolvimento do game, e vou postar aqui todo o processo de criação. É claro que muitos elementos do projeto eu vou omitir, já que se eu postar muitas informações aqui, o jogador já vai saber todos os detalhes do game, e pode perder a graça do mesmo.

Neste post vou repostar aqui o primeiro texto sobre o CSIB. Mas ele será totalmente refeito, já que muitas idéias surgiram depois que fiz aquele texto, e o mesmo acabou ficando ultrapassado. Caso seja a primeira vez que esteja vendo este post, visite a página oficial e leia os posts em ordem cronológica.

E, novamente, espero que aproveite a leitura!

5 - Como será o jogo?

O jogo será de ação em 3D baseado no Splinter Cell. Será em terceira pessoa, e ainda estou cogitando o sistema de mira do jogo. Apesar de ser uma cópia da mecânica de jogo, vou tentar deixar o jogo com outros recursos, para não ser mais um nesse mundo enorme dos jogos eletrônicos. E a estória terá elementos brasileiros, como conspiração de políticos, corrupção, e outros.

Como não tenho todos os recursos das empresas de games e nem tenho tempo, vou enfocar o game mais na estória do que nos gráficos, já que aí neste ponto estou limitado à própria plataforma e aos recursos que vou utilizar (como a engine e a linguagem de programação).

Para outros detalhes sobre o projeto, visite a página Detalhes do Jogo, onde tem uma lista de itens que eu posso colocar no game.

6 - Um esboço de uma história

Segue esboço que está no tópico da Unidev. Vou aproveitar e explicar algumas coisas sobre este texto, e curiosidades do mesmo! Só lembrando: é uma estória de ficção!

Vamos lá:

CSIB - Espionagem
Codinome : Falcon

Ano: 2008.
Local: Brasil.

Atualmente o terrorismo mundial assola o planeta. Os governos não estão conseguindo com sucesso para parte desta onda de terror causada por grupos radicais que utilizam violência para conseguir seus objetivos, não importando se os mesmos sejam nobres ou maléficos.

Desde a Guerra Fria (confronto não-armado entre as duas superpotências da época : EUA e União Soviética), países com poderes militares elevados criaram agências de combate ao terrorismo e a espionagem em geral. Agências como a CIA (Agência Central de Inteligência, dos Estados Unidos) e KGB (da União Soviética) ficaram famosas no imaginário popular e ainda fascinam as gerações de pessoas, sendo sinônimo de grandes aventuras, missões arriscadas em que a informação é o principal objetivo, não importando com a vida de ninguém.

Essas duas agências principais utilizam a espionagem contra o terrorismo em geral (e tentam também combater a espionagem de outros governos e agências em seu território). Mas na Guerra Fria, as agências tentavam manter os segredos de seus superpoderes em segredo, mesmo tendo utilizado métodos terroristas (e com isso ganharem status negativo entre a população e nos corredores dos governos das duas potências).

Após a queda da União Soviética (e o fim da Guerra Fria), Os EUA se viram sozinhos como potência, e isso transformou o país na maior potência militar e econômica do planeta, além de ter uma cultura copiada por muitos países e invejada por países em desenvolvimento. Pessoas de países pobres sonharam (e sonham) morar nos EUA e ter o “jeito” americano, o modo de vida americano, que os EUA mostram sem pudor em filmes, livros e na internet (que é hoje uma das maiores revoluções na comunicação e que transformou o modo de pensar no mundo e mudou as telecomunicações).

Mas a potência derrotada (a União Soviética) se viu com um gravíssimo problema social (se é que pode ser chamado de social): teve que demitir funcionários que trabalharam em áreas militares e tecnológicas do país. Engenheiros militares ficaram sem emprego e tiveram que procurar empregos no Oriente Médio e em outros países mais radicais. E agora muitos deles trabalham com terroristas e querem a destruição das nações para não perderem o emprego.

Passados alguns anos, no dia 11 de setembro de 2001, a maior potência mundial sofreu seu maior abalo cultural : terroristas da Al Qaeda jogaram aviões nas duas torres gêmeas do World Trade Center (e atacaram o Pentágono), na cidade de Nova York, símbolo do capitalismo e da cultura dos EUA. Em seguida a este ato, o então presidente George W Bush ordenou um revide à esta organização, que na época era comandada por Osama Bin Laden, terrorista saudita que residia no Afeganistão.

Os EUA atacaram o Afeganistão atrás de Bin Laden, mas não o encontraram. E nestes ataques a imprensa cobriu de muito perto e todos podiam ver os horrores da guerra, além de verem o poderio militar dos EUA em grande ascensão.

Passado algum tempo, em continuação à política antiterrorismo, o presidente Bush ordena um ataque ao Iraque, para depor o ditador Sadam Hussein. Os EUA usaram como argumento que o Iraque tinha armas de destruição em massa. A ONU e alguns países da Europa (com exceção da poderosa Inglaterra) foram contrários à invasão dos Eua ao Iraque. Mas o EUA invadiu assim mesmo. E isso mostra que nenhum país e nenhuma organização podem conter os EUA.

Os EUA invadiram e Sadam fugiu. E não foram encontradas armas de destruição em massa no Iraque. Isso mostra que a CIA (que fez a investigação) estava errada.

E por causa da burocracia nos corredores, a CIA erra e poderia ter evitado os ataques de 11 de setembro.

Em virtude de o terrorismo estar em guerra com as nações do planeta, muitos países decidiram seguir o exemplo dos EUA e criaram agências de inteligência para conter algum terrorismo que possa surgir em seus territórios e, se possível, ajudar os EUA.

O Brasil, então, com a assinatura do presidente, cria o CSIB – o Centro de Serviço de Inteligência do Brasil (ou Centro de Serviço de Inteligência Brasileiro), um braço da Abin (a Agência Brasileira de Inteligência).

Inicialmente o CSIB faria apenas trabalho de campo da Abin. Tentaria conter o tráfico de drogas nas grandes cidades brasileiras. Seus agentes são recrutados entre os membros das Forças Armadas,a Polícia Federal, e na parte de tecnologia e inteligência, os agentes são recrutados entre alunos do IME (Instituto Militar de Engenharia) e do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica).

Após 1 ano de funcionamento, o CSIB foi condecorado pelo governo brasileiro pelo excelente trabalho e com isso ganhou mais uma tarefa : cuidar da espionagem no Brasil. Após intensas investigações, a Abin descobriu que está se formando no Brasil células terroristas em diversos locais do Brasil e do Exterior (brasileiros residentes em outros países, como Europa e EUA).

O governo, tendo conhecimento deste fato (e não passando isso para a imprensa e a opinião pública), deu carta branca ao CSIB para acabar com estas células terroristas. Então o CSIB recruta os melhores agentes para as ações contra os terroristas.

Esta é a missão principal do CSIB : acabar com possíveis focos de terror e manter a segurança e a integridade das pessoas e da sociedade no Brasil.

7 - Explicando o esboço inicial

  1. O Codinome: Falcon, é o codinome de um dos agentes que você vai controlar. Apesar deste detalhe estragar em parte a surpresa, na verdade não estraga. São informações sobre o personagem que você vai jogar durante a aventura. Mas ele não será o único.
  2. Na época do texto não existia Youtube. Não sabia o que era um blog, e sei que hoje os blogs estão se tornando ferramentas excelentes de jornalismo. Isso terá influência na estória.
  3. Antigamente pensei em cogitar o game para começar em 2008. Agora, ele vai começar em 2011. Então terei de brincar de futurologia e ver que tendências tecnológicas eu posso colocar. Será um exercício difícil.
  4. Como citado no texto, o 11/9 foi uma data que mudou o mundo. Principalmente no entretenimento. Antes, era raro ter filmes e estórias relacionadas com terrorismo. Depois, acabou tendo um crescimento de filmes e livros abordando o assunto. E também colocou o terrorismo em pauta nos governos de diversos países.
  5. Tive de fazer este esboço correndo, por causa da ameaça de tortura que andei sofrendo por parte dos membros da Unidev :lol:
  6. Não cheguei a pesquisar nenhum fato histórico. O texto acima é a minha visão do que aconteceu. Alguns ítens foram do que eu vi na mídia. Afinal, eu, como todos que estão lendo este post hoje, presenciaram o 11 de setembro e as suas conseqüências globais.
  7. A frase que explica que a União Soviética teve de demitir funcionários e os mesmos viraram terroristas foi baseada no enredo do Metal Gear Solid :P
  8. Depois deste texto, Sadam foi capturado e foi executado. Já Bin Laden, ainda se encontra foragido.
  9. Sobre o CSIB ser um braço da Abin, isso será totalmente mudado. Primeiro: não sei como que a Abin trabalha e nem conheço seus métodos de investigação, mas posso pesquisar sobre o assunto. Mas de qualquer jeito, o CSIB será uma agência de inteligência, e trabalhará de forma independente, não reportando seus dados para a Abin.
  10. Mas o objetivo do CSIB se manterá: a agência tentará acabar com as células terroristas brasileiras e poderá ajudar outros países a acabarem com o terrorismo, utilizando acordos internacionais de colaboração.

Este post foi extenso. Se você leu até aqui, agradeço antecipadamente. Como afirmei antes, o texto será refeito, e outros detalhes serão inseridos, mas isso ficará para um outro post.

Caso você leia todo o tópico original deste esboço, vai ver que postei o primeiro sumário da missão e um capítulo online. O sumário é o briefing, ou os detalhes que o jogador pode ler para se interar da missão e do que ele deverá fazer. O Syphon Filter e o Splinter Cell tem isso, já que são games ambientados em missões diversas. Em Metal Gear Solid, normalmente o briefing é passado oralmente pelo comandante da missão (no segundo game, o Otacon explica a Snake a missão dele no navio, no início do game).

Já o capítulo, foi uma tentativa de criar uma estória relacionada com o projeto e ir postando regularmente na internet. Os detalhes deste capítulo e do sumário, eu vou explicar com calma no próximo texto da biografia, que sairá amanhã, já que estou preparando uma surpresa para vocês, leitores deste blog! Até o próximo texto!



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2 comentários para “Definições sobre o CSIB”

  1. GravatarRodrigo Flausino » CSIB - Um diário que não deu certo disse:

    [...] postei em Definições sobre o CSIB, no tópico do roteiro eu coloquei também, na Unidev, um teste de um diário. Abaixo vou postar os [...]

  2. GravatarAlfredo Calixto disse:

    Rodrigo,
    bom dia.
    Navegando na internet a procura de informações sobre jogos de espionagem, descobri seu site e projeto.
    Achei a idéia formidável sobre um jogo passado no Brasil e o enredo muito bom, muito bom mesmo.
    .
    Sabe, acho difícil opinar na obra das pessoas, ainda mais que não te conheço, não sei como você reagiria a sugestões.
    Mas tomo a liberdade de fazê-lo, visto que publicizou o material na internet.
    .
    Primeiro - por que eu gostaria de compartilhar algumas idéias com você que, quem sabe, você poderia até utilizar no seu jogo.
    .
    Os requisitos básicos para “dar palpite”, acho que preencho: gosto de jogos eletrônicos, especialmente os de espionagem.
    E os que me chamam mais atenção são os mais próximos da realidade, motivo pelo qual, assim como você, gosto de Metal Gear, mas prefiro Splinter Cell. Estou jogando agora Raibow 6 p PSP, e estou adorando também, em razão dessa maior proximidade com a realidade.
    .
    Mas acho que as contribuições maiores seriam em relação ao pouco de minha história pessoal:
    Sou advogado criminalista e hj tenho o cargo de assistente jurídico dentro de um presídio em Minas Gerais. Mantenho contato permanente sobre informações e atualizações com Psicologos, Agentes Penitenciários e outros profissionais que atuam na área.
    .
    Inclusive, por favor, se for colocar imagens de órgão publicos, repartições e mesmo presídios, utilize os que refletem a realidade do Brasil. É muito comum vermos filmes, descrições em livros e mesmo revistas em quadrinhos mostrando uma dependência brasileira, mas ilustrada da forma como são as americanas. No Brasil, não se tem verba para construir estrutura que atendam ao órgão, assim, utiliza-se construções de particulares e improvisam para se adequar a necessidade do serviço público.
    .
    Além da contribuição sobre a criminalidade, posso ajudar também na estrutura
    de governo. Meu cargo é muito ralé (não a vaidade de achar que tenho qualquer tipo de poder) mas acredite, acompanho de perto a briga por pequenas parcelas de poder dentro da estrutura do Estado, e isso ajudaria muito (acredito que sim) a consolidar determinadas posições políticas (em maior ou menor grau) dentro do jogo.
    .
    Bom, isso pra começar.
    .
    Se você se interessar, meu e-mail está aí, fique a vontade para entrar em contato comigo.
    Pode me chamar de Fred.
    Sou Mineiro, de Belo Horizonte. Moro em Belo Horizonte.
    Abraços.