Eclipse



Finalmente, depois de 1 mês de espera e visitando o site oficial todos os dias, a os desenvolvedores lançaram a versão final do Eclipse 3.3. As primeiras modificações aparentes foi o tamanho do arquivo (aumentou 20 MB na versão clássica em comparação com a versão 3.2) e a página de downloads, que mudou de layout:

Eclipse Downloads

O Eclipse é uma IDE de programação. Antigamente os programadores poderiam falar que o Eclipse é uma IDE para programar em Java. Em parte, é considerada uma IDE, mas isso é assunto que gera controvérsia na comunidade. IDE é um ambiente de desenvolvimento integrado (tradução livre de Integrated Development Environment), mas o Eclipse, tecnicamente, é uma junção de diversos plugins, que são gerenciados por um núcleo interno. Essa é uma das maiores vantagens dessa ferramenta, já que outros desenvolvedores podem, se quiserem, criar novos plugins para o Eclipse. Sites como o Eclipse Plugin Central e o Eclipse Plugins tem centenas de plugins diferentes, como para programar em PHP e C++ (este último como um projeto interno da Fundação Eclipse, o grupo de pessoas responsável pela ferramenta).

Considero o Eclipse uma IDE. Mas o que uma IDE faz? Ela facilita o desenvolvimento de um programa de computador. Em Java, o usuário pode, se quiser, usar o bloco de notas (notepad), digitar um algoritmo (algoritmo é uma seqüência lógica de comandos que executam uma função específica) nele e compilar (compilar é o ato de transformar o código-fonte (as linhas digitadas) num arquivo que pode ser executado no computador, como um executável). Usando o Eclipse, isso é facilitado, já que, se o usuário faz isso no bloco de notas, ele teria de compilar usando linhas de comando (no prompt de comando que também é conhecido como DOS, no Windows, ou no Shell, usando Linux).

A única coisa que é necessária, no Java, é ter o JDK instalado no computador para compilar os programas. Usando o Eclipse, boa parte da dificuldade em compilar o programa diminui e a IDE faz tudo para você.

A maior vantagem do Eclipse em relação às outras ferramentas similares (podemos citar aqui o Netbeans, que é freeware, JBuilder e o IntelliJ, que são ferramentas comerciais) é o seu editor de códigos, que é o melhor que eu já vi até hoje. Quando você se acostuma com as funcionalidades da ferramenta, a produtividade aumenta.

Como desvantagens, podemos citar a falta de funcionalidades essenciais para o desenvolvimento, como criação de telas GUI (Graphic User Interface, que são aquelas janelas de programas e sistemas comerciais, como as do Windows e do Linux) e design de páginas web, onde o Netbeans se sai melhor do que o Eclipse (isso integrado ao pacote principal do Eclipse). Tudo bem que o Eclipse tem plugins que suprem (em parte) essas necessidades, como o VEP (criação de telas usando o SWT e o Swing, padrão atual de telas GUI) e o Exadel (para criar páginas web usando tecnologias Java, como o JSP e o JSF) mas por ser plugins de terceiros, algumas vezes demoram para sair atualizações e/ou o desenvolvimento acaba parando (como o VEP, que não tem atualizações desde janeiro, e não tem previsão de que o projeto volte a ter atualizações). Tem também o WTP, que é um projeto interno (usei algumas vezes, mas já faz muito tempo). O Netbeans supre isso melhor do que o Eclipse, mas ele é lento para inicializar (testei com o Visual Web Pack instalado). Durante a criação de uma página web, cada alteração de código demora para ser processada pela ferramenta, quando eu quero rever a parte visual da página). Já o Eclipse é mais rápido quando não tem muitos plugins. Se o usuário usa muitos plugins adicionais, a inicialização diminui.

E as vantagens desta versão? Caso queira ver as diferenças, recomendo visitar o tópico Eclipse 3.3 lançado! no Guj, onde os usuários estão discutindo sobre a ferramenta, e lá tem links de páginas com os detalhes desta versão. Caso queira programar em Java, recomendo testar as duas ferramentas mais usadas (Eclipse e Netbeans), já que você poderá ver as funcionalidades de cada uma e escolher. É claro que a minha preferência é o Eclipse, mas IDE é igual religião: cada um tem a sua preferência.

Apesar de muita explicação acima ser velha para a maioria dos desenvolvedores, temos de considerar que paraquedistas e pessoas leigas podem visitar este post e não entender absolutamente nada. Pelo menos tentei explicar algumas coisas básicas de acordo com o meu conhecimento. Se eu errei em algum ponto e/ou você discorda de alguma coisa, fique a vontade para comentar.



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2 comentários para “Eclipse”

  1. GravatarRodrigo Flausino » Arquivo do Blog » Mundo Java - Edição 24, e um pequeno desabafo disse:

    [...] de games, e possibilidade de usar Java é quase 100%. Porquê? Por ela ser gratuita, por causa do Eclipse, por ela ser uma linguagem de ponta e por não temer a fiscalização. Tanto o Blitz como o 3D Game [...]

  2. GravatarRodrigo Flausino » Voltando a estudar Lua disse:

    [...] que o problema é que comecei pelo mais difícil: tentar programar em Lua no Eclipse. Escolhi a LunarEclipse, um plugin para o Eclipse, mas que não vi nenhuma documentação na [...]