Política de conteúdo e alteração na política do meu site



Quando iniciei os meus blogs, uma coisa que sempre percebia era o lance da política de conteúdo. Antigamente eu não olhava para a política de conteúdo de sites, já que eu apenas acessava eles. Mas depois que fui conhecendo a fundo a blogosfera brasileira (até iniciei uma série de posts sobre isso), e fui postando em blogs e fóruns de discussão notícias diversas, fui conhecendo as políticas de conteúdo (o Copyright) de outros sites e meios de comunicação (eu já conhecia antes os macetes de criar um artigo científico e criar referências bibliográficas sobre isso).

A primeira experiência real que tive sobre isso foi com a revista Mundo Estranho, onde, numa das reportagens, saiu uma lista de escolas de desenvolvimento de jogos no Brasil e no mundo. Como já estava com o blog do UOL na ativa, eu tentei licenciar o conteúdo da página e postar lá e na Unidev (como se fosse uma daquelas scans de games que eu já postei aqui), e conheci a burocracia de licenciar o conteúdo de uma revista impressa: entrei em contato com a editora Abril, eles me redirecionaram para o site Conteúdo Expresso, e tentei precificar (definir preço) a página (e isso demorou alguns emails trocados com o pessoal de lá e alguns dias). Uma coisa interessante nisso é a opção “Quantas visualizações a sua página tem por dia/mês/ano (agora não lembro mais)”, já que se a sua página é muito movimentada, o preço poderia ser maior do que se a sua página não tivesse muitas visitações. Fora que era uma licença temporária (x meses e no máximo 1 ano). Eu não comprei, já que o preço poderia ser acima de 3 dígitos (eu não cheguei a ver o preço, já que a página em ASP é nada amigável), e não compensaria. Eu só iria postar a página e deixar o conteúdo como sendo de propriedade da revista (como se fosse uma referência a um artigo científico).

O lance de scans é um pouco bizarro. É claro que já vi sites que colocam scans de reportagens. Quando eu pensei em fazer análises da Superinteressante para este blog (eu ainda vou fazer, mas para o outro blog. O problema é o tempo) eu cheguei a pedir permissão direta pro Denis Russo (editor da revista) para permitir a postagem da capa da revista (e ele até permitiu!). Voltando ao lance das scans, no UOL Jogos é normal ter scans de revistas no fórum (postado pelos usuários). Muitas vezes as pessoas apenas olham as imagens do jogo (e não o seu conteúdo textual, que normalmente está em japonês ou em idiomas que não são o inglês, como nas scans que postei sobre o Splinter Cell, da Pelaaja). Em parte, é ilegal, mas nunca vi em nenhum lugar elas xingarem por ver as suas scans circulando na internet. É impossível eu adquirir uma revista que saiu na Finlândia, e mesmo se fosse possível, até ela chegar aqui demoraria semanas. Com a internet, uma scan viaja o mundo em questão de minutos e então a maior parte dos fóruns de discussão de games já tem as imagens postadas para avaliação dos jogadores. E sites como o Finalboss colocam scans nas suas galerias internas.

Mas como usar a política de conteúdo então? Quando eu criei a minha, pensei em usar uma própria, mas depois conheci a Creative Commons e acabei adotando ela (em parte). Nesta semana eu vi no post MediaOn: visões antagônicas, do Techbits, que um usuário copiou diretamente o conteúdo do Alexandre Fugita e nem sequer comentou o post no outro blog. Aqui no meu blog, se eu uso algum trecho, ou eu coloco entre aspas (exemplo: Playstation 3 pode diminuir de preço) ou eu coloco apenas o link e coloco uma opinião sobre certo link, abaixo do mesmo (exemplo: Museu do Fliperama). Em outras ocasiões, eu coloco usando a tag blockquote, que recua o texto (que devo usar a exaustão quando eu postar aqui o meu trabalho de conclusão de curso sobre games). Exemplo: RPG clássicos e RPGs de videogame, (onde usei um trecho de uma publicação impressa, usando o estilo de um artigo científico). Um dos objetivos deste blog é postar uma matéria qualquer (o link dela) e criar um comentário em cima. Tudo bem que algumas vezes eu poderia apenas comentar no post de um blog, mas há ocasiões onde é interessante criar um post novo.

Então eu li o post Utopia no labo dos outros é refresco, né? do Contraditorium, e decidi alterar partes da minha licença. A licença Creative Commons é até interessante, mas muita gente abusa. No início, eu até fazia hotlinks de imagens, mas depois vi que é errado gastar banda dos outros (eu mesmo não queria que outros usassem a minha) e comecei a postar as imagens diretamente no meu álbum do Photobucket ou numa pasta interna do site. Já copiar o conteúdo inteiro e postar aqui sem uma opinião minha? Isso eu não faço mais (fazia no antigo blog do UOL). O que mais prezo atualmente é geração de conteúdo. Se você se baseou em algo para criar um post interessante, poste o link ou um trecho. Com o lance de blogs, todo mundo quer ser linkado por outros e saber que tem outras pessoas que gostam do seu blog. O que mais daria satisfação para um blogueiro (na minha opinião) é ver que um texto dele serviu de base para gerar mais conhecimento (ou continuar um meme), mesmo que seja um post concordando ou discordando dele. Afinal, cada um tem a sua opinião sobre um determinado assunto, e a parte de comentários é essencial para gerar discussões interessantes, desde que sejam discussões saudáveis.



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